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Android O: mais segurança e uma versão ultra low cost

Stephanie Saad Cuthbertson, gestora de produto do Android, no Google I/O
Stephanie Saad Cuthbertson, gestora de produto do Android, no Google I/O

A versão beta do Android O está disponível a partir de hoje

A próxima versão do sistema operativo da Google é o Android O (mantendo o tema dos doces, será de Oreo?) e a tecnológica anunciou que o primeiro beta está disponível a partir de hoje. Entre as novidades que foram apresentadas e demonstradas no palco do Google I/O, em Mountain View, destacam-se os reforços de funções a que a Google chama “vitais.” Dentre essas, a segurança é uma das principais.

“Investimos nos fundamentos do telemóvel, porque sem eles nenhum dos outros avanços interessa”, referiu Stephanie Saad Cuthbertson, gestora de produto do Android. As três áreas vitais são segurança, otimização do sistema operativo e ferramentas para ajudar os programadores a desenvolverem aplicações.

A segurança é uma questão difícil com que a Google tem lidado, agora que tem dois mil milhões de dispositivos Android ativados em todo o mundo. Mais de 90% dos códigos maliciosos desenvolvidos para sistemas móveis têm como alvo o Android e as aplicações duvidosas nas lojas de apps são um problema. A Google está agora a usar aprendizagem de máquina (inteligência artificial) para passar as aplicações a pente fino, descobrir as que são potencialmente perigosas e removê-las da loja Google Play e dos smartphones dos consumidores. “Isto significa mais de 50 mil milhões de aplicações verificadas todos os dias”, avançou Stephanie Saad Cuthbertson.

Para dar maior segurança aos utilizadores, o Android O vai ter uma nova ferramenta: Google Play Protect. É uma espécie de scan que estará pronto a usar e vai analisar as aplicações que o utilizador tem no smartphone, avisando-o para potenciais perigos.

Na questão da otimização, o Android O terá um arranque mais rápido e vai colocar limites na utilização de ferramentas de localização para proteger a autonomia da bateria.

“Só mais uma coisa: nunca tínhamos adicionado uma linguagem de programação. Hoje adicionamos Kotlin”, anunciou a executiva, recebendo uma grande ovação da audiência.

Apesar destas novidades, a Google não dedicou muito tempo ao sistema operativo, o que surpreendeu o analista da Gartner Brian Blau. “Eles deixaram o Android O para o final e não tiveram muito a dizer sobre ele”, admitiu o especialista ao Dinheiro Vivo, no final da keynote. Blau também notou que, desta vez, não foi apresentado qualquer produto de hardware novo, ao contrário do que aconteceu em anos anteriores.

Android Go

O que fez uma aparição inesperada foi o Android Go, uma versão mais leve do sistema operativo que permitirá chegar aos milhares de milhões de pessoas que ainda não têm internet. O vice presidente responsável pela Google Play, Sameer Samat, disse que há agora mais utilizadores de Android na Índia que nos Estados Unidos e que a cada minuto 7 brasileiros acedem à internet pela primeira vez. “A missão do Android tem sido levar o poder da computação a toda a gente”, afirmou o executivo.

Para isso, é preciso que os telemóveis se tornem ainda mais baratos e gastem o mínimo de dados possível. O Android Go usa menos memória, espaço de armazenamento e dados móveis. “É para os próximos mil milhões utilizadores”, afirmou Samat.

Não é a primeira vez que a Google enuncia esta intenção e apresenta algo do estilo; quando foi mostrado o Android KitKat, em 2013, a empresa também tinha uma versão mais leve para os dispositivos com menores capacidades.

Os primeiros smartphones com Android Go vão chegar em 2018 e terão apenas 1GB de memória ou menos.

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