Tecnologia

Apple lança dois novos Watch: um mede o oxigénio no sangue, o outro é ‘low-cost’

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Tim Cook, CEO da Apple EPA/JUSTIN LANE

Marca apresentou o novo iPad Air e o iPad de 8ª geração, Watch Series 6 e SE. O novo iOS14 para iPhone chega já amanhã

Os aficionados da Apple terão uma série de novos produtos por onde escolher a partir das próximas semanas. No seu evento de fim de verão, a marca lançou dois novos relógios inteligentes, Watch Series 6 e Watch SE, um novo iPad Air com autenticação por impressão digital no topo e um iPad de oitava geração com um preço mais baixo.

A Apple também introduziu novos pacotes de serviços, que estarão disponíveis lá mais para o fim do ano. Esta quarta-feira, o novo iOS 14 fica disponível para download e atualização dos iPhones.

Ao contrário do que os rumores apontavam, não houve espaço para novos AirPods nem um HomePod mais barato, mas confirmou-se a ausência de iPhone 12 num evento muito diferente do habitual. A empresa liderada por Tim Cook, desta vez, apresentou um evento pré-gravado a partir do Apple Park, em Cupertino, sem público por causa da pandemia de covid-19. O CEO mostrou-se otimista, elogiando os avanços apresentados e partilhando algumas histórias de utilizadores da marca.

“É tão inspirador ver como as pessoas se adaptaram”, afirmou o CEO, frisando como a pandemia obrigou ao trabalho e ensino remoto e aos “ajuntamentos” virtuais à roda do computador. “Estamos todos ansiosos por dias melhores.

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Apple Watch

Há dois novos modelos do relógio inteligente Apple Watch: o topo de gama Series 6 e uma versão mais barata para atrair novos clientes, Watch SE.

Este último custará 309 euros em Portugal e, segundo o diretor de operações Jeff Williams, tem “todas as funcionalidades” que os utilizadores mais gostam. Traz o processador S5, o que o torna duas vezes mais rápido que o Watch Series 3, e é uma forma de tornar o relógio acessível para mais clientes.

A novidade foi introduzida durante o evento de fim de verão que a Apple está a transmitir hoje e foi pré-gravado no Apple Park com vários executivos da empresa. Enquanto o Watch SE é um aceno a clientes com orçamentos mais curtos, o novo Watch Series 6 reforça as capacidades relacionadas com a saúde, um nicho em que a Apple se tem destacado.

“O novo sensor de saúde tem uma nova capacidade incrível”, afirmou Jeff Williams. A grande novidades deste modelo é a capacidade de medir os níveis de oxigénio no sangue, uma funcionalidade essencial para detetar as fases iniciais de doenças respiratórias, segundo explicou o responsável.

É uma novidade que chega em plena pandemia de covid-19 e vai ao encontro do que muitos utilizadores têm procurado. Nos primeiros meses da pandemia, a corrida aos oxímetros fez esgotar este tipo de produto em todo o lado. As várias medições que passam a estar disponíveis “ajudam a gerir condições que afetam o coração e os pulmões”, segundo Williams.

A Apple anunciou também uma série de parcerias com equipas académicas e médicas, como o Seattle Flu Study, para trabalhar nesta deteção atempada de doenças respiratórias. Há ainda a monitorização dos padrões de sono, valores VO2 Max e informação automática de altitude no mostrador.

Além disso, passa a ser possível a gestão e monitorização de relógios para a família, com supervisão do adulto, através do “Family Setup”. É a possibilidade de dar “funcionalidades de comunicação” a crianças num aparelho que é gerido pelos pais e que não apresenta muitos dos riscos associados aos smartphones.

Em termos visuais, a bracelete solo (numa única peça) em silicone ou entrançada é o destaque. O Series 6 custará 439 euros em Portugal.

O outro destaque é a adição de funções ligadas ao exercício físico, incluindo o serviço Fitness+, que custará 9,99 dólares por mês ou 79,99 por ano e dará acesso a aulas virtuais e professores individuais. Na fase inicial, este serviço só estará disponível numa mão cheia de países, como Estados Unidos e Reino Unido.

Mas este lançamento não é o único no âmbito dos serviços: nota-se que é aqui que a Apple continua a apostar as suas fichas. A marca anunciou a criação de pacotes de serviços por uma única mensalidade. O Apple One permite acesso a pacotes com Music, Cloud, TV+ e Arcade por 11,95 euros por mês (individual) ou 16,95 euros (família). O primeiro mês é gratuito.

Novos iPads

Também são dois. O mais interessante é o novo iPad Air, que foi “totalmente redesenhado”, segundo disse o CEO Tim Cook. Com um ecrã que ocupa toda a parte frontal, este modelo introduz a autenticação por impressão digital (Touch ID) no botão ligar/desligar, em cima, o que é algo que a Apple ainda não tinha feito. “É o sensor de autenticação mais pequeno que já desenhámos”, disse Laura Legros, vice-presidente de engenharia de hardware da Apple.

O processador é o A14 bionic, o primeiro a usar tecnologia de 5 nanómetros, com uma melhoria de 30% no processamento gráfico. Um “enorme salto em frente em termos de desempenho” para quem quer “subir um degrau para um iPad mais poderoso”, descreveu Legros. Este iPad Air é compatível com o Pencil e o Magic Keyboard e estará disponível em outubro a partir de 679 euros.

Mais barato, por 399 euros, é o iPad de oitava geração, que agora aparece numa série de cores. O ecrã continua a ter 10,2 polegadas e lá dentro vem o processador A12, que o gestor de produto Ted Merendino disse ser “40% mais rápido” que o anterior. O responsável comparou-o com a concorrência, garantindo que é duas vezes mais rápido que o Windows mais vendido e 6 vezes melhor que o Chromebook mais vendido.

Aqui, como novidade, está também a adição do motor neural para aprendizagem de máquina. No topo disto tudo, o iPadOS 14 estará disponível esta semana.

O novo iPad Air

O novo iPad Air

 

Apesar de cair no calendário habitual, uma terça-feira de setembro, este evento não foi a típica grande apresentação da marca no fim do verão. Quando é que veremos os próximos iPhones? O que circula nos bastidores é que há quatro novos modelos e estes serão introduzidos algures em outubro. Por causa da pandemia, os planos da Apple para 2020 tiveram de ser reformulados, sendo que o evento de março não aconteceu.

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