Apple aumenta lucros em 38% com forte procura pelo iPhone 6

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Mais um trimestre, mais um recorde. A Apple conseguiu o seu melhor trimestre de junho de sempre com um aumento de 38% nos lucros, para 9,8 mil milhões de euros, e um crescimento das vendas em 33%, para 45,7 mil milhões de euros.

A explicação volta a ser a mesma: o iPhone.

“Foi um trimestre atarefado e muito excitante”, disse o CEO Tim Cook, na conferência telefónica com analistas que se seguiu à divulgação de resultados. “Foi estelar para o iPhone, que cresceu 35% em unidade, três vezes acima da taxa de crescimento do mercado de smartphones”, notou. “Ganhámos quota de mercado em todas as regiões.”

Contas feitas, a Apple vendeu 47.5 milhões de iPhones, mais 12,3 milhões que no mesmo período do ano passado, e o aumento das receitas foi maior ainda, 59% – porque os consumidores estão a optar pela versão mais cara de 64 gigas, visto que a de 32 gigas foi descontinuada. “Registámos a maior taxa de pessoas que mudaram de Android para iPhone que alguma vez tinha sido medida”, anunciou.

Ainda assim, os analistas esperavam que a empresa ultrapassasse os 48 milhões de unidades, o que levou as ações da Apple a derrapar mais de 8% nas trocas fora-de-horas.

No que toca aos outros produtos, a venda de computadores Mac continuou em alta, crescendo 9% para 4,8 milhões de unidades, e a venda de iPads manteve-se em queda, descendo 18% para 10,8 milhões. Tim Cook assegurou o mercado, ainda assim, que se mantém confiante com o tablet da marca por dois motivos: primeiro, porque a quota do iPad nos mercados emergentes não é elevada, o que significa que há espaço para crescer. Segundo, porque as vendas têm caído sempre nos últimos trimestres, o que significa que há na base de utilizadores muita gente que em breve vai tomar a decisão de fazer o upgrade para um modelo mais recente – em especial com as novidades que chegarão em setembro com o iOS 9.

Apple Watch

O elefante na sala foi o Apple Watch. Vários analistas questionaram a empresa sobre os números de vendas, que não foram revelados. “O feedback dos utilizadores do Apple Watch é incrivelmente positivo e estamos muito contentes com a satisfação e estatísticas de uso”, declarou Cook, sem avançar detalhes. O único dado disponível é a receita proveniente da secção “Outros”, que inclui o Apple Watch, o iPod, a TV e os produtos Beats. : Esta divisão teve receitas de 2,43 mil milhões de euros, uma subida relevante de 56% face ao segundo trimestre e de 49% em relação ao mesmo trimestre de 2014.

“As vendas do Watch excederam as nossas expectativas, apesar de a oferta ser inferior à procura até ao final do trimestre”, adiantou. “As vendas foram mais elevadas que no período comparável de lançamento do iPhone e iPad originais”, em 680 pontos de venda. O Watch está agora em 19 países e chegará a mais três no final de julho.

“Tomámos a decisão de não revelar as vendas do Watch, e não foi por não querermos ser transparentes, foi para não dar à nossa concorrência informações sobre um produto em que trabalhámos muito”, justificou.

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