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Batman v Super-Homem em 4DX. Isto não é cinema, é outro espetáculo

"Batman v Super-Homem" estreia esta quinta-feira nos cinemas NOS. No GaiaShopping, há a primeira e única versão em 4DX em Portugal.
"Batman v Super-Homem" estreia esta quinta-feira nos cinemas NOS. No GaiaShopping, há a primeira e única versão em 4DX em Portugal.

O Dinheiro Vivo assistiu à ante-estreia do filme "Batman v Super-Homem" na primeira sala de cinema do país com tecnologia 4DX, no GaiaShopping.

Chamam-lhe cinema, mas trata-se de outro espetáculo inteiramente novo. Se cresceu a jogar videojogos, a assistir a filmes de ação, a testar os primeiros simuladores de realidade virtual e a medir níveis de emoção da última montanha russa que experimentou, então prepare-se para adorar a nova – e para já única – sala de cinema 4DX que a NOS estreia, esta quinta-feira à noite, no GaiaShopping.

Quem assiste fica a saber qual a sensação de levantar voo a velocidade super-sónica como o Super-Homem, com que força é atirado contra o banco se andar no espetacular “batmobile” em perseguição a alta velocidade e, também (para a menina), como é ser apanhada a meio de uma queda vertiginosa pelos braços do seu herói e ser suavemente pousada no chão (só falta mesmo sentir aquele beijo)… É caso para dizer que não vai chorar os 12 euros que custa cada bilhete se a descrição já o deixa entusiasmado.

“Batman v Super-Homem” em 4DX não se trata de cinema, porque o espectador não interpreta sozinho a ação, nem tem oportunidade de assistir passivamente para tirar conclusões apenas no fim. É, literalmente, atirado para o meio da história, aos trambolhões, ao pontapé, aos encontrões e aos empurrões; ou, mais suavemente, quando uma brisa leva as folhas pelo chão e arrefece a temperatura da sala ou lhe salta um leve borrifo de água para cara. Ora assume o papel de narrador, voando sobre a cena com os cabelos em redemoinho, ora toma parte na história do lado do vilão ou do super-herói, à vez, sentindo cada murro e cada queda de tal forma que só nota que estava a contrair os abdominais quando termina a cena. E só quando termina o filme consegue respirar fundo e esboçar o enorme sorriso com que os que assistiram à ante-estreia saíram da sala.

Poucos desistiram de ver “Batman v Super-Homem” (e foi logo na primeira metade), porventura por não terem apreciado os pequenos sustos até primeira cena de perseguição, a tal que agarra os espectadores ao filme e a esta tecnologia, ensinando-os finalmente que o crescendo de tremeliques das cadeiras antecipa momentos de grandes emoções, por vezes quase insuportáveis a nível visual devido a clarões de luz que ofendem a vista, desistindo de resistir ao movimento da cadeira e entregando-se às sensações. A maioria, mais novos e mais velhos, homens e mulheres, todos riram no anti-clímax da piada contada pela mãe de Clark Kent, todos sofreram no momento de apoteótica tensão final e irão, certamente, recomendar a experiência de pura adrenalina.

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