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BlackBerry renasce: Key2 é a (boa) surpresa de 2018

O BlackBerry Key2 é a grande aposta da empresa para 2018
O BlackBerry Key2 é a grande aposta da empresa para 2018

A antiga líder do mercado de smartphones regressa com um modelo onde o teclado físico é rei

Um ícone renascido: é assim que a BlackBerry caracteriza o lançamento do novo Key2, o smartphone que vai tentar tornar os teclados físicos populares outra vez. O dispositivo foi apresentado como sendo o “smartphone Android mais seguro do mundo” e estará disponível este mês em todo o lado, incluindo Portugal, por 649 euros.

A ambição da marca é que este modelo atraia muito mais consumidores que o KeyOne, que foi lançado no ano passado e vendeu um total de 850 mil unidades (dados da IDC). É um décimo do que a BlackBerry precisa para atingir o seu objetivo de quota de mercado global entre 3% e 5%. Neste momento, é inferior a 1%.

“Num momento em que todos os smartphones são semelhantes e a indústria corre em direção à uniformidade, acreditamos que há a necessidade de distinção”, afirmou Alain Lejeune, presidente da BlackBerry Mobile na TCL Communication, o parceiro a quem a BlackBerry Limited licenciou o desenho dos seus smartphones. Na apresentação, Lejeune defendeu que a BlackBerry se distingue de todas as outras marcas e sublinhou os dois focos da empresa: “oferecer o melhor em fiabilidade e segurança.”

A fabricante descontinuou o seu próprio sistema operativo e aderiu ao Android, algo de que muitos consumidores não se aperceberam e é um trunfo para atrair novos fãs. Mas isto também a obrigou a colocar ênfase naquilo em que sempre foi conhecida, a segurança. Boa parte da apresentação do Key2 foi passada a explicar as formas como a BlackBerry garante que o smartphone é seguro e protege a privacidade dos seus utilizadores.

“A segurança nunca foi tão relevante quanto hoje”, disse Lejeune. “As pessoas aperceberam-se de que o seu smartphone se tornou um espaço público, com os seus dados a serem partilhados sem controlo.” Como a BlackBerry sempre foi conhecida pela segurança das comunicações, o Key2 continua esse legado. Uma das formas como o faz é o Locker, uma zona protegida por impressão digital e onde a navegação na internet via Firefox não é rastreada.

Em termos de design, é fácil distinguir o Key2 do mar de smartphones integralmente táteis que estão disponíveis no mercado. O teclado físico foi redesenhado em relação ao KeyOne, lançado no ano passado como primeiro produto da parceria entre a BlackBerry e a TCL Communication.

De acordo com Gareth Hurn, diretor do portfólio de dispositivos, as teclas são 20% maiores que no KeyOne, mas o smartphone é mais fino e leve. De lado, botões físicos para ligar/desligar, volume e controlo.

Como é que a BlackBerry defende o regresso aos teclados físicos, mais de dez anos depois de o iPhone ter mudado tudo? “O teclado sempre foi a diferença da BlackBerry. Os paralelos com a computação são claros: porque é que ainda se usam portáteis? Ou tablets com teclados físicos?”, questionou Hurn. A resposta está implícita – porque sentir as teclas facilita a tarefa de escrever. “Estamos confiantes que podemos fazer voltar a crescer o mercado do teclado físico com o BlackBerry”, afiançou Hurn.

Mais precisão a escrever equivale a maior produtividade, e isso permite fazer mais em menos tempo, defendeu a empresa. “É preciso, imediato e sem esforço.” O teclado físico pode também ser usado como trackpad, para navegar nas páginas, e a barra de espaço tem um sensor de impressão digital. Este Key2 introduz também uma tecla inédita nos BlackBerry, a que a marca chama de “speed key.” É uma tecla que permite combinações com outras teclas para formar atalhos: por exemplo, abrir o Instagram ou o Twitter. “É uma experiência Android única”, afiançou Hurn.

Em termos de hardware, o processador é o Snapdragom 660 da Qualcomm, melhor que o do KeyOne (mas não que um topo de gama como o Galaxy S9 da Samsung). Vem com 6GB de memória RAM, opções de armazenamento entre 64GB e 128 GB e uma variante dual-SIM. O corpo é de alumínio e o ecrã Gorilla Glass da Corning, com uma bateria que dura dois dias. Pela primeira vez, a câmara traseira é dupla. “É o nosso smartphone mais avançado de sempre”, congratulou-se o responsável.

O primeiro anúncio ao Key2 foca-se naquilo que a BlackBerry espera que faça a diferença: a curiosidade dos consumidores que já não veem um teclado físico há muito tempo (ou nunca tiveram um) e a sensação de exclusividade, por ser em simultâneo uma marca tão icónica com uma presença tão de nicho.

A pré-venda do Key2 começa já este mês nalguns mercados – EUA, Canadá, Reino Unido, China, Emirados Árabes Unidos, Alemanha e França – e é aberta em julho ao resto do mundo. Fonte da empresa disse ao Dinheiro Vivo que ainda não há data de chegada a Portugal, mas é expectável que os canais de venda sejam similares aos do KeyOne – Fnac, Amazon, Vodafone, NOS, Worten e El Corte Inglés.

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