Campanha do dia: “Trabalho sexual é trabalho” (com vídeo)

Os protagonistas (reais) da campanha
Os protagonistas (reais) da campanha

João Ferreira, stripper, gostava de ter direito a férias, Joana Sousa,
prostituta, gostava de ter uma reforma, Ana Alves, operadora de linha
erótica, gostava de não ter de esconder o que faz, e Lara Fernandes,
atriz porno, gostava muito que o seu trabalho fosse reconhecido.

Estes são os protagonistas da campanha de sensibilização “Trabalho
sexual é trabalho”, cujo objetivo é conseguir o reconhecimento sexual e
jurídico do trabalho sexual, bem como a dignificação das pessoas que
exercem este trabalho em Portugal.

Promovida pela Rede Sobre Trabalho Sexual em parceria com o GAT (Grupo
Português de Activistas sobre Tratamentos VIH/SIDA)
, a campanha quer
ainda melhores condições laborais e de segurança, bem como reduzir os
riscos para a saúde de várias atividades relacionadas com o sexo.

“Noutros países, esta é já uma questão há muito ultrapassada”, disse à
Lusa Sara Trindade, da Rede, reforçando que “já é tempo” destes
trabalhadores serem considerados e respeitados enquanto membros da
sociedade e verem reconhecidos e facilitados o “acesso pleno a um
estatuto legal.”

Só desta forma será possível evitar que muitas destas pessoas acabem na
exclusão social, na exploração por outros ou associadas à
criminalidade.

Neste sentido, os promotores da campanha estão a analisar “a melhor
proposta de lei possível para o sistema português”, tendo o modelo neozelandês como referência.

A campanha “low cost”, como a define Sara Trindade, ao Dinheiro Vivo, foi criada e produzida pela Garden.

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