CES 2019

CES 2019 arranca sem presença de empresas portuguesas

Yoon Lee apresenta as novidades da Samsung no CES 2019/AP Wire
Yoon Lee apresenta as novidades da Samsung no CES 2019/AP Wire

Desta vez, Portugal não consta no lote de países que levaram tecnológicas à feira de Las Vegas

A maior feira de eletrónica de consumo arranca hoje em Las Vegas sem a presença oficial de qualquer empresa portuguesa, uma situação que não acontecia há pelo menos dez anos. A Startup Portugal, que na edição de 2018 levou seis empresas ao primeiro grande evento do ano, desta vez não estará presente.

Segundo o presidente da entidade pública, João Borga, a ausência deve-se ao facto de a Startup Portugal estar “entre programas de apoio” e não ter divulgado ainda a lista de missões internacionais que vai conduzir em 2019. Em julho, a estratégia nacional de apoio ao empreendedorismo foi renovada e recebeu uma injeção de 300 milhões de euros, mas a entidade esteve em transição, com a saída da anterior diretora Maria Miguel Ferreira em outubro.

Sem a alavanca da Startup Portugal, nenhuma empresa portuguesa arriscou o investimento avultado que é ter presença oficial no CES, o que inclui não apenas o custo de um stand de exposição mas também as deslocações da equipa e a estadia. Apesar dos custos elevados, esta é uma situação inédita na última década: todos os anos houve sempre pelo menos uma empresa portuguesa.

A Areal-Media, de Braga, participou várias vezes desde 2010 e em 2013 foi mesmo a única representante nacional. A Aptoide também foi repetente uma série de anos. Passaram pelo CES empresas de diversos sectores, por exemplo, a Portlane em 2014, a Muzzley em 2015 ou a Beeverycreative e a Edigma em 2016 (Muzzley repetiu a dose). Em 2017 houve ainda mais tecnologia portuguesa, desde a B2Cloud e a Smartidiom (a Aptoide também esteve) à Criam e Findster, que apareceram no Eureka Park via HAX. Foi aqui, neste espaço de empreendedorismo, que a Startup Portugal apresentou em 2018 a tecnologia da Follow Inspiration, Invoice Capture, SubVisual, Infinite Foundry e Didimo, tendo também a Findster como repetente.

Ainda assim, há tecnologia portuguesa em demonstração: a Veniam entra na feira através de soluções da Bosch, que desenvolveu uma unidade de conectividade universal para os futuros carros autónomos e usa o software da empresa portuguesa para gerir as conexões de dados. E há sempre empresários que vão como participantes para fazerem networking. No total, estão em Las Vegas 180 mil pessoas de 155 países e 4500 empresas a apresentarem produtos.

As novidades do pré-arranque

Antes da abertura de portas, houve uma mão cheia de grandes tecnológicas a mostrarem coisas novas, nas conferências de imprensa concentradas no Mandalay Bay (a partir de hoje, a ação passa para o Venetian, Palazzo, Westgate e Las Vegas Convention Center). A Samsung introduziu uma série de produtos, mas a Sony teve uma conferência atípica: ao invés de fazer desfilar novos gadgets (como o cão robótico que no ano passado fez as delícias de toda a gente), optou por um evento mais generalista. Teve Pharrell Williams em palco, teve os criadores do ‘Spider-Verse’ Phil Lord e Christopher Miller, que venceram um Globo de Ouro no domingo para melhor filme de animação, e o CEO Kenichiro Yoshida ainda anunciou que a PlayStation 4 já vendeu 91,6 milhões de unidades em todo o mundo. Novos equipamentos é que ficaram de fora.

A Intel também teve uma conferência muito diferente dos últimos anos. O anterior CEO, Brian Krzanich, habituou a audiência a eventos grandiosos, tendo levado o carro voador Volocopter para dentro do hotel Monte Carlo no ano passado. Mas ele saiu em junho por causa de um relacionamento amoroso dentro da empresa e as escolhas da Intel mudaram. A fabricante de microprocessadores optou por focar nos avanços tecnológicos que está a preparar, apresentando o Ice Lake de 10 nanómetros para dispositivos móveis, Cascade Lake e Lake Field.

Primeiro a abrir e depois a fechar o arranque, a LG Electronics focou-se na inteligência artificial, com o diretor de tecnologia IP Park a chamar o robô CLOi Guidebot para ser “o primeiro co-orador de sempre de uma keynote no CES.”

Nota posterior: A startup portuguesa Findster participou na segunda metade da feira, integrada no stand da aceleradora Hax, e a tecnologia da empresa canadiana Ynvisible, desenvolvida em Portugal, esteve exposta em stand próprio.

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