culinária

Chef Rocha Vieira conquista estrelas Michelin para a Hungria

Chef Miguel Rocha Vieira
Chef Miguel Rocha Vieira Foto: Jorge Amaral/Globalimagens

Não se fala noutra coisa na Hungria. O novo Costes Downtown, em Budapeste, ganhou uma estrela Michelin e o mais antigo volta a renovar a que já tinha.

A responsabilidade é de Miguel Rocha Vieira, atual chef do restaurante da Fortaleza do Guincho, que veio do Costes Downtown, em Budapeste, na Hungria depois de ter conquistado um estrela Michelin, a única naquele país.

Só que o Costes voltou agora a ganhar. Não uma estrela Michelin, mas duas estrelas Michelin: uma para o Costes Restaurant, onde o chef português é consultor, e a primeira para o Costes Downtown, inaugurado há dez meses.

Chef Miguel Rocha Vieira

Quando não se está à espera de uma coisa boa e ela acontece, é uma boa surpresa”

Se a estas duas estrelas, se juntar aquela que a Fortaleza do Guincho detém desde novembro do ano passado, torna-se o único chef português com três estrelas Michelin em simultâneo.

Ao Dinheiro Vivo, o chef português diz que “quando não se está à espera de uma coisa boa e ela acontece, é uma boa surpresa”, frisando que não é uma vitória individual, mas de muitas pessoas.

E agora? “O papel do chef passa mais por motivar, ser didático” em relação aos recursos humanos, sendo valorizado o “talento, a paixão, o tempo que estão com o chef e a dedicação”. Elementos, aliás, que fazem “um bom chef”, segundo definição de Miguel Rocha Vieira.

“Vou continuar a fazer o que tenho feito até aqui e bem feito”, diz, apressando-se a esclarecer: “Mas eu sou chef aqui [Fortaleza do Guincho].” Promete ir todos os meses à Hungria, ao restaurante Costes, mas é no Guincho que tem o seu trabalho, onde as “coisas estão mais afinadas, mas ainda há um longo caminho pela frente”. Trata-se de “uma evolução, e ainda estamos a trabalhar juntos, a conhecer-nos, a aprender”, diz.

Promete ir todos os meses à Hungria, ao restaurante Costes, mas é no Guincho que tem o seu trabalho, onde as “coisas estão mais afinadas, mas ainda há um longo caminho pela frente”

Na ementa, a aposta recai sobre os peixes e mariscos. “Em 14 pratos, apenas um é de carne”, aponta, reconhecendo que “até pode ser muito arriscado”. Mas esta é a via de mostrar o que de melhor faz Portugal enquanto país e sempre a pensar no cliente nacional e estrangeiro. “Sem pressas, com muita calma”, defende.

É possível pedir calma a um chef ou a falta dela é uma ideia estereotipada? “É verdade. Eu ando a 300 km à hora, mas tento transmitir esta calma”, confessa Rocha Vieira que lembra que começou por ser muito efusivo para agora guardar as coisas mais para si.

Atualmente, a meio das gravações do programa da TVI, “Master Chef Junior”, Rocha Vieira diz que tem de ir roubar tempo ao descanso, mas teve a compensação de descobrir que gosta imenso de crianças. “É incrível como é que um puto de 8 anos tem noção de sabor, sabe temperar coisas, eu estava longe disso quando tinha a idade deles”, diz o chef, que recorda que pensava em tudo menos em comida.

Quanto às razões que atraem os miúdos pela culinária, o chef desvaloriza a influência dos chefs pop star. “Eu sou um cozinheiro, não uma pop star”, mesmo aparecendo na televisão. “Tiro a maquilhagem, visto a jaleca e sou um cozinheiro. É a minha profissão”, diz, ainda que as pessoas o olhem de forma diferente. “Apenas saímos do buraco”, atira entre risos.

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