Confirma-se: mala Chanel usada vale uma fortuna, mas Versace já teve dias melhores

Esta mala continua entre as mais valiosas
Esta mala continua entre as mais valiosas

Quando Pépa Xavier pediu uma mala Chanel em finais de 2013, muitos pensaram que a blogger estava apenas a ser fútil. Descontando o facto de o país estar mergulhado numa crise profunda e aquele desejo ferir a susceptibilidade geral, a verdade é que Pépa desejava algo valioso. E ela sabia-a melhor do que muitos portugueses. Mesmo em crise, este objeto, até usado, não desvaloriza.

Isso mesmo confirma a Fortune, que aponta a Chanel como uma das marcas
que nunca desvaloriza, segundo o site de venda destes artigos de luxo usados, The RealReal.

Avaliada em mais de 5,6 mil dólares (3,7 mil euros), a clutch Chanel clássica não é, contudo a mais valiosa. Uma mala Proenza Schouler pode custar 22 mil dólares (16 mil euros) e um vestido Ralph Lauren está avaliado em 9 mil dólares (6,6 mil euros), segundo o The RealReal.

Com cada vez mais procura, este género de artigos de luxo usados serão responsáveis por uma faturação prevista na ordem dos 100 milhões de dólares (73,5 milhões de euros) deste site só este ano. The RealReal fica com uma percentagem sobre cada venda efetuada.

Recorrendo à sua base de mais de 500 mil artigos de luxo, de 500 designers, The RealReal apurou quais as marcas em segunda mão mais valiosas e aquelas que mantém o seu elevado valor por mais tempo. E confirma-se, a Chanel, tal como a Christian
Louboutin e Hermès são aquelas que perduram valiosas ao longo dos tempos. Tod”s e
Versace são as que perdem valor mais rapidamente.

Leia também:

Pépa. Desejo de ter uma mala Chanel acabou com campanha da Samsung

Já as marcas mais e menos valiosas na hora da revenda são: Givenchy,
Victoria Beckham, Charlotte Olympia e Alexander McQueen, muito próximas do valor original, ao contrário de Marni,
Alexander Wang, 3.1 Philip Lim e Marc Jacobs.

Os valores de venda destes artigos em segunda mão dependem, segundo The RealReal, “do buzz em torno de um determinando designer, particularmente se uma determinada casa de moda contrata um director criativo.”

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Mas mais importante é a disponibilidade do produto e os descontos. Para o especialista em luxo Milton Pedraza, CEO do Luxury Institute, se uma marca de luxo faz descontos com frequência nos seus outlets, lojas online ou vendas flash, os consumidores irão ficar com a convicção de que não precisam de pagar o preço original do artigo. Veja aqui a lista completa.

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