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Conheça marcas portugueses que já se adaptaram às novas regras da Google

Milhões de páginas deverão ser afetados pelas mudanças nos algoritmos da Google
alteração que pode afetar milhões de páginas um pouco por todo o mundo: a partir de amanhã, as páginas que forem mobile friendly, ou seja, cujo desempenho favoreça a sua visualização nos telemóveis, serão beneficiadas nas pesquisas via smartphone face às restantes."> Milhões de páginas deverão ser afetados pelas mudanças nos algoritmos da Google

A Google agendou para esta terça-feira uma alteração que pode afetar milhões de páginas um pouco por todo o mundo: a partir de amanhã, as páginas que forem mobile friendly, ou seja, cujo desempenho favoreça a sua visualização nos telemóveis, serão beneficiadas nas pesquisas via smartphone face às restantes.

A mudança no algoritmo usado pelo motor de pesquisa é a principal razão por estas alterações. As páginas com versões móveis e responsive design, ou seja, cuja visualização está adaptada a qualquer dispositivo, seja através do computador, do tablet ou do smartphone, vão surgir primeiro nas pesquisas feitas através das plataformas móveis da Google, quer da Internet quer das aplicações. A tecnológica lembra que 60% do tráfego já é gerado através destas redes.

A sua página está pronta para o novo algoritmo? Teste aqui

Em Portugal, o Dinheiro Vivo apresenta duas marcas que em 2014 anteciparam as alterações da Google na pesquisa através dos smartphones. Conheça melhor estes casos.

CP – transporte ferroviário:

O anterior portal da CP “funcionava desde 2004/2005”, indica Filipa Ribeiro, em conversa com o Dinheiro Vivo. “A página necessitava de uma arrumação diferente e havia necessidade de trabalhar conteúdos e de comunicá-los de outra maneira”, explica a diretora da direção de marketing da empresa.

Em novembro de 2014, a empresa decidiu mexer na página. Através da equipa de sistemas de informação, a CP decidiu criar um portal com responsive design, correspondendo às “novas necessidades dos clientes, refere Filipa Ribeiro. Uma mudança com impacto nos utilizadores.

No primeiro trimestre de 2015, 31% das visualizações da página da CP foram feitas através das plataformas móveis. Um crescimento de nove pontos percentuais face ao período homólogo de 2014. Também se verificou um aumento de 36% no número de utilizadores, segundo dados enviados por fonte oficial da transportadora ferroviária.

KuantoKusta – comparador de preços:

Foi em junho de 2014 que o KuantoKusta decidiu aderir ao responsive design, indica o presidente executivo, Paulo Pimenta. Uma alteração feita tendo em conta que, em média, cerca de um terço do tráfego (30%) deste comparador é feito através das redes móveis. Uma percentagem que chega aos 45% “no fim de semana”, aponta o líder do KuantoKusta. Os números dos primeiros três meses de 2015 “mais do que duplicaram” face a 2014, acrescenta.

Paulo Pimenta refere que um portal com responsive design, apesar de ser “mais pesado” acaba por ser “mais simples de implementar”. Neste caso, aconselha, mais uma vale uma empresa começar um site “do zero do que estar a atualizá-lo” com as necessidades dos utilizadores. Uma alteração que pode custar entre “dois mil e 10 mil euros”, estima o responsável.

O CEO do KuantoKusta aproveita ainda para criticar a Google. “Transformar um site para estes novos modelos demora muito tempo. Uma mudança destas, muito agressiva, representa mais do que os dois meses” dados pelo motor de busca para as empresas adaptarem as páginas aos novos algoritmos. No caso deste comparador, as mudanças demoraram cinco meses, explica.

O anúncio destas alterações foi feito no final de fevereiro, permitindo que as empresas adaptassem o novo modelo. Na semana passada foi apresentado um inquérito que revelava que páginas como a da União Europeia, da Ryanair e da própria coroa britânica estavam em risco de serem fortemente afetadas por este novo algoritmo.

Veja aqui como a página da sua empresa se pode adaptar ao novo algoritmo de pesquisa da Google, o motor de busca mais utilizado a nível mundial.

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