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Criativos no mundo. A crise que abriu geografias

Crise abriu novos destinos para os criativos
Crise abriu novos destinos para os criativos

Em quatro anos, as marcas deixaram de investir mais de 21% em publicidade. Desapareceu mais de 107 milhões. 2014 fechou com um bolo global de 509,7 milhões de euros. Números da década de 90.

“O que aconteceu na publicidade não é diferente em outros sectores da economia”, diz Luís Mergulhão, presidente do OmnicomMediaGroup. “A partir de 2008 a economia não só não cresceu como regrediu”, continua. “A sangria de talentos não é exclusiva da publicidade.” Apesar disso, Mergulhão continua a manter uma visão otimista sobre a indústria. “Têm é menos orçamento para criar, mesmo quando são grandes orçamentos à escala nacional, não o são a uma escala global”, diz.

“A geografia de uma carreira mudou de vez”, diz Luís Silva Dias, CCO da FCB Internacional. Além dos mais óbvios mercados lusófonos, os criativos portugueses estão a escolher geografias como Médio Oriente, América do Norte ou Ásia. “Temos de nos habituar a ver profissionais sair e temos, enquanto indústria, de criar condições de atração (e retenção) de profissionais de outros países”, diz Luís Silva Dias. “Portugal sempre ganhou quando se abriu ao mundo e sempre perdeu quando se fechou”, reforça.

Períodos houve em que Portugal funcionava como porta de entrada no mercado europeu para a criatividade brasileira e da América Latina. Refrescou-se. E ganhou com isso. O primeiro Leão de Prata para Portugal em Film foi para Tou Xim, da Telecel. Criatividade? O brasileiro Edson Athayde.

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O melhor ano para as agências de publicidade em Portugal foi em 2009, quando o argentino Chacho Puebla (hoje na Lola Madrid) liderou a criatividade da Leo Burnett Lisboa. Só a agência recebeu 10 Leões.

Será que o país ainda tem capacidade para atrair talento? “Lisboa está na moda, funciona como atração de talento estrangeiro. O modo de vida português, fácil, civilizado e apreciador das boas coisas da vida, também está a constituir argumentos para compensar níveis salariais mais baixos. As agências que possibilitam uma arquitetura de carreira em vários países podem tirar partido disso.”

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