marcas

Das mais duras pistas do Dakar nasce um lab de marcas

Gonçalo Bettencourt da Câmara
(Foto cedida pela Free Lance)
Gonçalo Bettencourt da Câmara (Foto cedida pela Free Lance)

Brand Activation Lab põe o potencial de um camião TIR à disposição de uma experiência personalizada de marca.

Quando mais interativa for a comunicação, maior impacto conseguirá ter nos atuais e potenciais consumidores da marca. A conclusão de Gonçalo Bettencourt da Câmara, que levou à criação de um laboratório para ativação de marca em vésperas de a agência que lidera, a Free Lance, completar os 20 anos, surge de um estudo que revelou que as empresas procuram cada vez mais “uma via criativa e individualizada de impactar o consumidor de uma forma marcante e única relativamente aos mais variados produtos e serviços”.

“O desgaste e erosão da publicidade tradicional em meios de comunicação social – com especial destaque para a televisão – e em suportes outdoor foi o catalisador para fazer crescer um setor onde a inovação é um dos principais ativos para criar ou desenvolver o amor pelas marcas”, explica o partner fundador da agência que tem levado mais longe marcas como a Red Bull. E porque ser radical já faz parte do ADN da Free Lance, não custou muito a juntar dois e dois: o Brand Activation Lab colhe inspiração nas mais duras pistas do rali Dakar.

Dakar 2014 (Foto cedida pela Free Lance)

Dakar 2014
(Foto cedida pela Free Lance)

“A nossa fonte de inspiração veio do deserto. Ainda como jornalista, tive a oportunidade de acompanhar a mais mítica aventura do todo terreno mundial, o Dakar, e esta ligação continuou bem viva na agência, por via da comunicação dos pilotos portugueses de maior sucesso, os motards Hélder Rodrigues e Ruben Faria. Os poderosos camiões que garantiam toda a assistência e logística da competição desempenham aqui um papel chave para o sucesso das equipas e são estes mesmos camiões que colocamos agora à disposição das marcas, com as devidas adaptações”, explica Gonçalo Bettencourt da Câmara.

Concebidos para fins militares, estes camiões conseguem mover-se em qualquer terreno e têm uma capacidade de carga que ascende a dez toneladas. O seu potencial para as marcas é proporcional ao tamanho: “Uma mancha publicitária de 85 metros quadrados personalizáveis, com um visual altamente impactante, caixa de carga totalmente modular, com abertura bilateral e traseira, autonomia energética, luz, som e imagem…Estamos perante uma autêntica embaixada móvel da marca.”

Andrey Karginov no Dakar 2015 (Foto cedida pela Free Lance)

Andrey Karginov no Dakar 2015
(Foto cedida pela Free Lance)

Capazes de criar toda a experiência necessária para conquistar brand lovers, com interações entre sujeito ativo e produto, empresa ou organização, o que se pretende é facilitar a reação, proporcionando uma “experiência pessoal única, que impacte o consumidor a diferentes níveis – seja em termos racionais, emocionais ou sensoriais”.

Os números avançados pelo fundador da agência revelam o empenho da Free Lance em continuar modernizar-se e adaptar-se aos desejos de clientes e público, no encerramento desta segunda década de atividade. “Numa primeira fase, o Brand Activation Lab representa um investimento na ordem dos 350 mil euros, tendo em conta os custos de aquisição e transformação da frota e respetivo armazenamento. Pensamos que existem condições para um ROI no prazo de 24 meses ou no máximo em três anos de exercício. A frota irá crescer de acordo com as solicitações do mercado e a respetiva procura, sendo já certo que a operação irá desenvolver-se numa escala ibérica.”

Gonçalo Bettencourt da Câmara (Foto cedida pela Free Lance)

Gonçalo Bettencourt da Câmara
(Foto cedida pela Free Lance)

Formado em Jornalismo e com uma pós-graduação em Comunicação Estratégica pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, ainda antes de embarcar nesta aventura, Gonçalo Bettencourt da Câmara escreveu durante sete anos em publicações tão distintas como a Aventura 4X4 Moto e o DN, a Grande Reportagem ou o Expresso. A sua vida muda quase ao virar do milénio. Nascida de uma necessidade – “em 1999, quando fomos desafiados a comunicar o primeiro evento organizado pela Red Bull em Portugal, o Red Bull Air & Water” -, rapidamente a empresa se formalizou e cresceu, continuando até hoje a desenvolver-se em envolvimento e âmbito dos serviços prestados, o que lhe tem garantido enormes índices de fidelização. Uma conquista que Gonçalo atribui à “exigência na execução dos projetos e capacidade de avaliar sempre com rigor a eficácia as ações”, definindo “visão estratégia, experiência, colaboração e eficácia” como os quatro pilares essenciais da oferta da Free Lance.

Quanto a marcos que ficam para a história destas duas décadas, há um incontornável: a Red Bull Air Race, que nas suas quatro edições nacionais reuniu nas margens do Douro um milhão de espectadores.

“Ao longo dos últimos 20 anos tivemos oportunidade de trabalhar a comunicação de mais de uma centena empresas, marcas e instituições de diferentes setores, do desporto à saúde, passando por cultura, educação, ambiente e turismo”, sublinha o fundador. “Know-how e know-why são peças essenciais do nosso dia a dia, num ecossistema da comunicação feito de redes, interações e influências onde exploramos as perspetivas, argumentos e emoções que promovem a apreciação, participação e defesa das marcas e organizações.”

Dakar 2015 (Foto cedida pela Free Lance)

Dakar 2015
(Foto cedida pela Free Lance)

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Foto: Paulo Spranger (Global/Imagens)

Fisco deteta erro em 10.000 declarações de IRS e exige devolução de 3,5 milhões

Foto: Paulo Spranger (Global/Imagens)

Fisco deteta erro em 10.000 declarações de IRS e exige devolução de 3,5 milhões

João Cadete de Matos, presidente da Anacom

Fotografia: Vítor Gordo/D.R.

Anacom “considera essencial” redução de preços no acesso à Internet

Outros conteúdos GMG
Das mais duras pistas do Dakar nasce um lab de marcas