Tecnologia

Depois do ar, wi-fi chega ao meio do oceano

Tecnologia pode ser usada em qualquer smartphone. Fotografia: EPA/RITCHIE B. TONGO
Tecnologia pode ser usada em qualquer smartphone. Fotografia: EPA/RITCHIE B. TONGO

Projeto deverá arrancar em julho na zona de Sesimbra

Estar no meio do oceano e ter acesso a Internet com um smartphone a mais de 100 quilómetros da costa é garantia deixada por um projeto que está a ser desenvolvido pelos portugueses do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e os noruegueses da MARLO AS.

“Esta é uma novidade à escala mundial e uma alternativa às comunicações via satélite, que são hoje a única solução disponível”, destaca o investigador Rui Campos em comunicado enviado às redações. “Um utilizador numa embarcação a 100 km da costa possa aceder à Internet de banda larga usando o seu smartphone, sem ter que fazer qualquer atualização de hardware ou software no seu dispositivo”, acrescenta.

O projeto Bluecom+, além da utilização pessoal, também quer facilitar atividades como a exploração de recursos minerais no fundo oceânico, monitorização ambiental ou atividades mais tradicionais como a pesca ou o transporte marítimo.

Esta tecnologia consiste na “utilização de balões de hélio ancorados, por exemplo, em boias, embarcações ou parques eólicos, que formam uma rede voadora emalhada de banda larga a operar nas bandas de frequência libertadas pela televisão analógica, de modo a garantir ligações rádio de longo alcance”. Os primeiros balões estarão ancorados em dois barcos do IPMA já a partir de julho “na zona de Sesimbra”, prevê o coordenador do projeto, contactado pelo Dinheiro Vivo.

O projeto Bluecom+ é a evolução de vários sistemas como o Janus, que transforma barcos de pesca em pontos de retransmissão de sinal de Internet para outras embarcações que não estejam em alcance da rede terrestre, ou o MARBED, uma rede wireless marítima piloto instalada na costa da área metropolitana do Porto.

Esta iniciativa, que corresponde a um investimento de cerca de 310 mil euros, conta com o apoio dos mecanismos financeiros do espaço económico europeu (EEA Grants) e norueguês (Norway Grants).

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