Dez ideias parvas que renderam milhões

Basta que sejam boas ideias
Basta que sejam boas ideias

Por cada dez ou cem ideias consideradas demasiado estúpidas para o mundo dos negócios, há uma que vinga. Contra todas a probabilidades, acabam por se transformar em sucessos esmagadores, permtindo aos seus criadores rir por último. Aqui fica o top ten das ideias mais insólitas, mas que renderam uma fortuna.

1. A pedra de estimação. A infância de muita gente nos anos de 1970 não seria a mesma sem uma pedra de estimação. Não precisa de ser alimentada, de beber água, nem passeada de manhã e à noite. Mas haverá mesmo alguém disponível a pagar por isto? Gary Dahl, um executivo de publicidade, pensou que sim e comprou um monte de pedras num armazém de construção. Embalou-as em caixas de cartão com buracos (para que as pedras pudessem respirar) e vendeu-as como “animais” de estimação. Resultado? Foram a grande sensação do Natal de 1975 e a empresa Rock Bottom Productions, de Gary Dahl, encontrava dólares por debaixo de cada calhau.

2. Uma homepage a valer um milhão. O pixel é a mais pequena unidade de um ecrã. Em 2005, um estudante teve a ideia de vender anúncios na net por 10 pixels, da mesma forma que os cartazes são vendidos por metro quadrado. Com uma diferença: um monitor LCD com uma resolução de 1024×768, por exemplo, tem 786.432 pixels. Isto significa que comprar um espaço do tamanho de um avatar custa bom dinheiro. Mas a ideia pegou e em menos de um ano, o website composto inteiramente por anúncios, e que parece um quilt feito por um cego, já tinha dado um lucro de 1,037 milhões de euros.

3. Cartuchos sagrados. Para ninguém correr o risco de excomunhão, não se trata de cartuchos para impressores abençoadas pelo Papa e vendidos no eBay. Mas anda lá perto. O padre Bernard McCoy viu-se sem tinta na impressora e pôs-se à procura de alternativas a um preço razoável. Como não encontrou nada que lhe agradasse, fez o que qualquer padre faria: começou um negócio para encher cartuchos vazios. Em 2002, nos intervalos dos ensaios de canto gregoriano, conseguiu um lucro de dois mil dólares. Três anos depois, já facturava 2,5 milhões!

4. Atracção “positiva”. Esta ideia não é nada estúpida, apenas surpreendente. Há coisas que, regra geral, não lembram ao Diabo, mas acontecem. Um site na internet para encontros positivos. HIV positivos, melhor dizendo. Explicando melhor esta “estupidez”, Paul Graves e Brandon Koechlin iniciaram o PositivesDating.com em 2005. Promove encontros exclusivamente entre membros que sejam HIV positivos. Já tem mais de 50 mil membros…

5. Osso da sorte de plástico. Há quem acredite que determinado tipo de ossos (do frango, por exemplo) podem trazer sorte. Vai daí, para estarem sempre à mão de qualquer desafortunado, Ken Ahroni fundou a Lucky Wishbone Co., para servir o mundo da exigente procura de ossos da sorte. Feitos em plastico, são produzidos 30 mil por dia, a 3 dólares cada um…

6. Doggles. É seguramente um dos negócios mais estúpidos alguma vez iniciado. Mas o boom da indústria de acessórios para animais de estimação chegou mesmo a este ponto. Para cães a quem o sol incomoda, os Doggles são a resposta. São basicamente uns óculos-de-sol, mas já chegaram à CNN e à National Geographic, e no Facebook multiplicam-se imagens de canitos com lunetas. O lucro dos Doggles são quase tão obscenos como a ideia. Contam-se na casa dos milhões.

7. Cartas de exercício. Há baralhos com mulheres nuas, baralhos com pinturas famosas, baralhos com os mais procurados no Iraque. Porque não um baralho de cartas com imagens de exercício físico para motivar os mais preguiçosos e sedentários? Se bem o pensou, melhor o executou Phil Black, um instrutor de fitness. A vender cada baralho a 18,95 dólares, já acumulou uma fortuna de 4,7 milhões de dólares.

8. Férias de trabalho. A maior parte das pessoas aproveita as férias para fugir ao trabalho. A Vocation Vacations pensou na minoria que pensa diferente. Basicamente, cria programas ocupacionais para as férias, num trabalho diferente do habitual do cliente. Pode até ser o seu trabalho de sonhos. Sempre quis apanhar legumes a sério em vez de andar a fazê-lo pelo Farmville? E ser coveiro num cemitério? É só escolher. E é mais um negócio muito lucrativo.

9. Correio do Pai Natal. Há quem diga que o Natal está demasiado comercial, em especial o Pai Natal, que entre patrocínios a uma chuva de marcas e o exclusivo com um refrigerante, vai tendo cada vez menos tempo para atender às solicitações. Solução? Um endereço postal registado no Pólo Norte, que cobra a cada pai 10 dólares para enviar as cartas das inocentes crianças para o homem das barbas. Mas haverá alguém que cai nisto? A resposta é 200 mil pais. Desde o seu lançamento, o SantaMail já angariou cerca de 2 milhões de dólares. O destino final das cartas é desconhecido.

10. Aquários sem peixes. Mais sofisticado que as pedras de estimação dos anos 1970, este é deste século. Chama-se EcosphereClosedEcosystem e também não precisa de comida, água ou banho. Cada globo de vidro tem um ecossistema auto-sustentável, em que a luz solar é preponderante. Com algas.

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