Tecnologia

Empresa portuguesa exporta purificadores para destruir o coronavírus

Airfree coronavirus
Airfree

A Airfree anunciou que está a exportar semanalmente milhares de aparelhos purificadores de ar para China e Hong Kong e que tecnologia mata o vírus

A epidemia do coronavírus (Covid-19) trouxe uma necessidade que se tornou num aumento de negócio para a empresa portuguesa Airfree, embora a eficácia destes purificadores não sejam úteis na maioria dos casos para o utilizador comum (como ver na nota final).

A marca nacional, especialista no tratamento do ar dos espaços internos, também doou mais de uma centena de aparelhos (Airfree P40 e P80), ao Guangdong Hospital of Traditional Chinese Medical, um dos mais importantes da província de Guangdong, na China, indica a empresa em comunicado. Os consultórios e salas de isolamento para o estágio inicial de avaliação dos pacientes estão a ser equipados com os aparelhos saídos de Portugal.

A Airfree explica em comunicado que existem vários estudos que confirmam a inativação de vírus com a aplicação de calor. “Os vírus coronários, como o Covid-19, SARS, MERS e Influenza possuem proteínas sensíveis à temperatura, que podem ser totalmente desnaturadas a elevadas temperaturas”, explica a empresa.

Imagem funcionamento de um aparelho Airfree

De que forma o Airfree destrói vírus e bactérias?

A empresa portuguesa explica que usa a tecnologia TSS (Thermodynamic Sterilization System) patenteada, “exclusiva” dos seus aparelhos, que “destrói os vírus do ar a 200º C nos mini dutos cerâmicos do interior dos aparelhos (ceramic core), sendo que o calor transmitido para o ambiente equivale, apenas, a uma lâmpada de 50 watts”. A tecnologia Airfree “destrói, em vez de filtrar e reter temporariamente, os vírus”, isto em aparelhos que a empresa diz não necessitarem de filtros ou ventiladores, nem de manutenção.

Os vários modelos Airfree são utilizados em casas de habitação, escritórios, bibliotecas, hospitais e edifícios “doentes” (onde evitam a formação de mofos), hotéis e elevadores, e também em câmaras frigoríficas, onde evitam o bolor nas frutas e queijos.

Nota de 10 março 2020: De acordo com Pedro Simas, virologista do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa, os purificadores como este da Airfree podem ser eficazes com vírus num contexto específico como um hospital ou uma zona de quarentena, mas não evitam a propagação de um vírus como o Covid-19. “Pode-se purificar o ar dentro de uma sala, mas se alguém tossir o vírus pode contagiar outra pessoa na mesma”.

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