Especialista: Fire Phone da Amazon vai pressionar descida de preços

O Fire Phone chega às lojas em julho
O Fire Phone chega às lojas em julho

As vendas iniciais até podem não ser tremendas, mas o Fire Phone da Amazon vai fazer estragos no mercado. É o que prevê o especialista em inovação Mike Wade, professor na escola de gestão IMD, na Suíça.

“Não me parece que o Fire Phone da Amazon venha a ter vendas brilhantes inicialmente, mas a entrada da Amazon nesta indústria vai eventualmente inflamar mais inovação e os consumidores vão aceder a estes benefícios”, escreve o especialista, numa nota de análise.

Leia mais: É oficial. Amazon lança Fire Phone com 3D

Primeiro, as desvantagens. “O telefone não supera os smartphones existentes nas funcionalidades que a maioria dos consumidores valoriza, como duração da bateria”, diz o especialista. Há ainda o ecossistema: o catálogo de aplicações é pequeno quando comparado com o do Android. A Google recusou acesso às suas aplicações, pelo que não há Google Apps, Google Maps, etc. O Fire também não tem (obviamente) acesso à App Store da Apple. Mike Wade considera que é “surpreendentemente caro”, quase ao nível dos topos de gama da Apple e da Samsung. Nos Estados Unidos, é um exclusivo da AT&T.

“No entanto, acredito que o telefone da Amazon vai eventualmente tornar-se um sucesso para a empresa e os seus clientes”, defende. “A Amazon é uma competidora implacável. Luta ainda mais quando tem de aguentar prejuízos; perguntem às editoras.”

O histórico de sucesso da Amazon faz com que seja “perigoso” apostar contra ela. “A companhia tem experiência no negócio da tecnologia, com o Kindle e os serviços web. Está a juntar no pacote acesso gratuito ao Amazon Prime, para que possa vender mais produtos. E o telefone também tem funcionalidades únicas, como animação 3D e o ‘firefly’.”

Mike Wade acredita que as vendas do telefone serão lentas no início e que a Amazon irá ter prejuízos avultados. Todavia, a empresa de Jeff Bezos não irá desistir e lançará uma segunda versão, dentro de um ano, que terá melhorias significativas. “Não será o telefone número um no mundo, mas vai enervar as grandes concorrentes, forçando mais inovação e descida dos preços em toda a indústria. O efeito de rede será uma vitória para os consumidores – produtos melhores e mais baratos.”

Mike Wade é professor de Gestão de Inovação e Informação da IMD (International Institute for Management Development), em Lausanne, na Suíça.

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