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Espionagem via telemóvel está no auge, alertam especialistas

Tarifas de roaming acabam em 2015
Tarifas de roaming acabam em 2015

A ciber-espionagem através de aparelhos móveis atingiu um pico em 2013, segundo os dados da especialista em segurança Kaspersky
Lab. A prática, que começou eu 2009, está em níveis preocupantes e abrange o roubo de dados dos telemóveis, o
rastreio de pessoas através desses dispositivos e os serviços de
geolocalização.

“O número de programas maliciosos que, pelo seu comportamento,
são classificados como ‘Spy-Trojans’ ou ‘backdoors’ tem crescido significativamente
durante o último ano”, informa a Kaspersky. “Também se destaca o aumento no número de aplicações
comerciais de monitorização, que muitas vezes são difíceis de diferenciar dos
programas maliciosos.”

A empresa avisa que ter o telemóvel desligado não evita que o código de espionagem instalado funcione. “O ‘Trojan’ pode
utilizar vários truques engenhosos para passar despercebido, como por exemplo simular
o desligar do telemóvel, com o fundo negro do ecrã e o tom de despedida, quando
na realidade o dispositivo permanece em operação e com o gravador ligado, sem que o utilizador
se aperceba disso”, explica a Kaspersky.

Um dos maiores exemplos é o FinSpy, desenvolvido pela empresa britânica Gamma
International, que cria software de monitorização para
organizações estatais. Este programa tem, segundo a Kaspersky, funcionalidades de ‘Spy-Trojan’.
The Citizen Lab descobriu versões móveis do FinSpy em Agosto de 2012 para as
plataformas Android, iOS, Windows Mobile e Symbian.

Embora haja diferenças entre elas, “todas podem fazer o rastreio de praticamente
todas as operações dos utilizadores no dispositivo infetado, seguir o seu
paradeiro, fazer chamadas em segredo e enviar informação para servidores
remotos.”

“A instalação de um software espião é mais fácil do que parece, basta
ter acesso ao dispositivo móvel durante alguns minutos”, explica o analista sénior de malware da Kaspersky Lab, Vicente Díaz. “E isto até pode
ser feito de forma remota, conseguindo que a vítima clique num link que
lhe chegou via SMS ou correio electrónico. Uma vez instalado o malware
de forma furtiva no dispositivo, pode-se aceder ao email ou utilizar
esse telefone como microfone.”

Quase todas as empresas de segurança já oferecem uma solução para smartphones, sendo que nalgumas plataformas o risco é maior – o Android, por ser o sistema operativo mais popular, tem sido o alvo preferencial.

Leia aqui o relatório completo da Kaspersky Lab sobre ameaças
móveis
.

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