Street Art

Este graffiti em Angola salva vidas e com uma ideia portuguesa

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A Nossa criou para a Montana Lisboa as tintas spray Zero. Tintas que ajudam a combater o mosquito e logo a Malária que mata 6 mil pessoas por ano.

Há arte urbana que salva vidas. É o caso das pintadas com tintas Zero, uma tinta de spray especial que ajuda a combater doenças como a Malária em Angola. Neste país, a doença mata 6 mil pessoas por ano.

A ideia foi desenvolvida pela agência de publicidade Nossa para a Montana Lisboa, espaço galeria que vende produtos para os street artists agora localizado no Cais do Sodré. “A Nossa orgulha-se muito de criar ideias com impacto na sociedade e no mundo que nos rodeia. Contribuir para alertar e mesmo proteger as populações com ideias simples mas poderosas. A Montana Lisboa foi o parceiro ideal para colocar este projeto nas paredes angolanas e que agora possam ser replicadas por outras empresas noutros países do mundo”, comenta Nuno Cardoso, diretor criativo da Nossa.

As tintas das latas Zero têm o mesmo princípio ativo do óleo de citronela, um conhecido repelente natural do mosquito, cuja picada provoca a malária. As latas foram depois distribuídas a três dos maiores writers angolanos – Tho Simões, Spent e Poste – que levaram a sua arte para as ruas de Luanda. A street art feita com as Zero afasta assim os mosquitos da zona, atuando mesmo depois da chuva impedindo mosquitos nas poças de água.

Depois de Angola, o objetivo é levar as latas Zero para outros países que sejam afetados por doenças com origem na picada do mosquito como o vírus Zika, dengue ou a febre amarela.

A ação da Nossa tem supervisão criativa de Rafael “Clark” Pfaltzgraff, copy de Diogo Batalha e Rui Simões, design de Maria Bessa e Sebastião Ferreira. Produção da Geração 80, pós-produção da Pix Mix.

O uso de publicidade/arte para combater a doença não é inédito. No Brasil, recentemente, foram criados outdoors que ajudam a combater o mosquito causador do Zika.

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