Emelia Jackson

Estrela do MasterChef Austrália: “Não vou embora sem provar a francesinha”

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Emelia Jackson, que ficou em terceiro lugar na sexta série do concurso MasterChef Austrália, e que foi transmitida, em Portugal, pela SicMulher, é uma apaixonada pela cozinha tradicional portuguesa.

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De visita a Portugal pela terceira vez, no espaço de três anos, a jovem de 25 anos de Melbourne (a segunda cidade mais populosa da Austrália, depois de Sydney) teve, agora, a oportunidade, pela primeira vez, ir além do que já conhecia – Lisboa e Lagos -, passando uma semana no Porto, com direito a um pulinho ao Douro.

Tem estado a participar em eventos e workshops onde dá a conhecer o que melhor sabe fazer, cozinhar, claro, e pouco conseguiu, para já, ver ou visitar. Garante que comeu, no Porto, o melhor frango assado da sua vida e está ansiosa por experimentar as francesinhas.

“Tive a oportunidade de provar coisas muito, muito boas. Como a feijoada de choco e as ameijoas à Bulhão Pato. Comi tanta coisa.Caracóis, por exemplo. Gostei muito. Mas estava a comer e, de repente, olhei para o prato e vi um caracol a olhar para mim (risos). Até tirei uma foto. Claro que parei logo e fiquei, apenas, a molhar o pão no molho”, explicou ao Dinheiro Vivo.

Adorou o bacalhau, os rojões e o presunto de porco preto. Moelas é que nem por isso. “O molho era bom, mas eu não estou convicta que precisemos de comer todas as partes do animal. É horrível. Mas eu gosto de experimentar tudo, senão como sabemos se gostamos?”, diz.

Emelia chega ao Porto depois de uma semana em Lisboa, onde preparou um cocktail inspirado em sabores portugueses, no Rooftop Bar do Hotel do Chiado, e um brunch no Skyna Hotel. Terça, esteve no Espaço Porto Cruz, onde preparou um ‘cocktail dinatoire’ a quatro mãos com o chef Miguel Castro e Silva – “Foi uma experiência muito divertida, adorei, sobretudo a forma acolhedora como fui recebida na cozinha pelo chef Miguel e pelo chef José”, diz – e hoje estará na Alfândega do Porto no Vinho Verde Wine Fest para uma sessão de show cooking às 21h00.

“Estou muito ansiosa”, diz. O que vai servir, quisemos sabe. Uns croquetes para acompanhar o Vinho Verde e uma Panna Cotta de Caramelo Salgado com Mousse de Chocolate e Praliné. Sábado estará no Douro Royal Valley Hotel e Spa, em Baião, para mais um cocktail dinatoire.

Para já, ainda não conseguiu, ver praticamente nada da cidade. E, por isso, está ansiosa pelos dois dias livres que terá, antes de regressar a casa, para passear pelo Porto. “Quando viajo gosto de me deixar perder nas ruas. Só quero andar pela cidade, encontrar uma tasquinhas simpáticas, onde se possa comer boa comida. E, claro, provar uma francesinha. Já recebi uma lista imensa de sugestões sobre os restaurantes com as melhores francesinhas”, afiança.

O Dinheiro Vivo foi encontrar Emelia Jackson no Holliday Inn Porto Gaia, onde decorreu, ao final da tarde, um workshop no qual preparou, precisamente, a dita Panna Cotta de Caramelo Salgado com Mousse de Chocolate e Praliné. Afinal, a jovem australiana é conhecida pelo seu talento especial no mundo das sobremesas. Não admira, por isso, que se assuma apaixonada pelo pastel de nata. Mas não é por qualquer um, é o da Manteigaria, em Lisboa: “É o amor da minha vida, estou obcecada, tenho de arranjar a receita”. Para já ainda não conseguiu. Mas não desiste.

Emelia Jackson assume-se como cozinheira amadora e sem qualquer formação na área. “Cozinho desde os quatro ou cinco anos, desde sempre que adoro cozinhar”, frisa. O seu sonho, desde sempre, é abrir uma pastelaria em Melbourne, e até já tinha um plano de negócios, que elaborou com a ajuda do pai, e que previa a abertura em março de 2014. Mas, entretanto, surge a oportunidade de se inscrever no Masterchef. “Não esperava ser chamada”, assegura, mas acabou em terceiro lugar, embora muitos dos fãs da série continuem a achar que merecia ter ganho o concurso.

Ana Lúcia Assis, da Ideias Aparatosas (organização de eventos), é uma das que pensa assim. E, por isso, deixou uma mensagem no facebook de Emelia Jackson a dizer isso mesmo e a convidá-la, caso algum dia viesse a Portugal, para a contactar que teria todo o gosto em mostrar-lhe o país. Isto em abril de 2015, quando terminou a série em Portugal, quase nove meses depois do fim do concurso. Qual não foi o seu espanto quando recebe resposta de volta, com Emelia a agradecer-lhe a simpatia, e dizendo que estaria em Portugal, de férias, com amigos, em junho.

Conheceram-se e assim nasceu a ideia de organizar eventos com a finalista do Masterchef. Que até está agora a viver em Londres, nos próximos dois anos, com o objetivo de “conquistar todo o conhecimento que possa na área da pastelaria” para que, quando regresse à Austrália, avance, então, com o seu próprio negócio. No entretanto, criou um negócio online de design de bolos. Que acabou de lançar em www.emeliajackson.com e que tem já encomendas asseguradas para agosto.

Uma experiência que vai desenvolver, para já, em casa e sozinha, ao mesmo tempo que inicia a sua atividade como chefe de pastelaria num estabelecimento de Londres. “Estou a trabalhar sozinha, vamos a ver como se desenvolve este negócio. Para já é uma coisa pequena, mas já encontrei uma cozinha industrial que poderei alugar, caso a evolução do negócio venha a exigir um espaço maior. E se for preciso contratar alguém para trabalhar comigo, também. Mas vamos a ver”, frisa. Para já, o negócio online destina-se à venda direta ao público, mas quando regressar a Londres, Emelia Jackson está apostada em passar à fase seguinte, vendendo sobremesas prontas a cafés e pastelarias. O que pretende, também, vir a fazer em Melbourne, depois de abrir o seu café/pastelaria, que até tem já nome: Jackson and Friends.

O que mais a surpreendeu nesta visita a Portugal foi ser reconhecida na rua numa ida ao supermercado em Lisboa. “Ia a passar a ouvir gritar Masterchef. Isso acontecia-me muito na Austrália porque, quando acabamos de filmar, o concurso estava no ar. Mas assim que acabou de ser transmitido, acabou. Quando muito, as pessoas olham para mim com aquele ar de quem me conhece de algum lado, mas não conseguem identificar de onde. Fui à Índia algumas vezes, e aí sim, era uma loucura! Era reconhecida em todo o lado. Mas não esperava nada disto aqui. Pensei que as pessoas viessem aos eventos, para me conhecer e conversar um bocado, mas nunca esperei ser reconhecida na rua. Onde quer que vá, as pessoas ficam a olhar para mim com aquele ar… será? E a Ana Lúcia lá explica que sim, que sou a concorrente do Masterchef Austrália”, diz.

Depois de duas semanas em Portugal, intensas, Emelia Jackson regressa a Londres na terça-feira. Não sem antes ter a oportunidade de descer o rio Douro de barco e de, finalmente, “se deixar perder pelas ruas do Porto”. E, claro, vai ainda a Lisboa abastecer-se de pastéis de nata da Manteigaria para levar consigo para casa.

Mas se é fã de Emelia Jackson, não se preocupe que brevemente a jovem australiana estará de volta a Portugal. O projeto está, ainda, a ser trabalhado com a Ideias Aparatosas, que são já os seus agentes em Portugal, mas passa pela organização de cursos mensais de pastelaria em Lisboa e no Porto. “Neste eventos, as pessoas têm mostrado vontade de, mais do que ver a Emelia a cozinhar, de aprender com ela. E, por isso, estamos a pensar criar uma estrutura de cursos para esse efeito. A ideia será trazer a Emelia Jackson a Portugal a cada quatro meses, por duas semanas, para que possa ficar cinco dias em Lisboa e outros cinco no Porto a dar estes cursos. Que serão para grupos pequenos, não mais de 10 pessoas. Mas estamos, ainda, a avaliar a gestão de tudo isto, a estrutura de custos e os patrocínios, etc”, diz Ana Lúcia Assis.

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