Portugal

Estudantes em Felgueiras desenvolvem sistema de combate à contrafação no calçado

O calçado em Portugal pode mudar e a ideia poderá ser adaptada a outras indústrias
O calçado em Portugal pode mudar e a ideia poderá ser adaptada a outras indústrias

Estudantes na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Felgueiras (ESTGF), do Politécnico do Porto, criaram um sistema que utiliza códigos "QR" para combater a contrafação de calçado.

O processo prevê a implantação, por tecnologia “laser”, de uma representação gráfica, vulgarmente conhecida por “QR-Conde”, no sapato, a qual poder ser descodificada, por leitura ótica, a partir de um telefone de última geração, com ligação à Internet.

Por exemplo, no ecrã do dispositivo de quem adquire a peça de calçado com aquela tecnologia implantada pode ler-se informação que afere se o sapato é original, para além de outras informações úteis, nomeadamente sobre a marca, o modelo, o número de série, os tamanhos e os materiais utilizados.

O projeto designa-se “Certified shoes system” e foi desenvolvido por um grupo de alunos da licenciatura de sistemas de informação para a gestão.

Rui Teixeira, um dos elementos que integra o grupo de trabalho, explicou à Lusa que outra finalidade do sistema é “aproximar o cliente da marca”.

O estudante frisou que cada código está associado a um número de série do produto desenvolvido por determinada empresa e armazenado em suporte informático, método que promove a ligação do consumidor à marca.

O projeto foi pensado para o setor do calçado, mas a filosofia também pode ser usada no têxtil e outros setores associados a marcas.

O estudante admitiu que o sistema poderá contar com o apoio de entidades para a sua implementação no mercado, a começar pela região de Felgueiras, que lidera a produção nacional de calçado. O Centro Tecnológico de Calçado já manifestou interesse no projeto, segundo fonte da ESTGF.

O Conselho Empresarial do Tâmega e Sousa (CETS) também assinalou a importância do sistema desenvolvido pelos alunos.

Em declarações à Lusa, Paulo Dinis, diretor executivo do CETS, avançou que vai ser criada “uma equipa de projeto” para estudar o seu financiamento como empresa.

“É uma ideia fácil de colocar em prática e há mercado natural na região e em Felgueiras, em particular”, observou.

Evidenciou ainda o “excelente” trabalho que está a ser desenvolvido na Escola Superior de Tecnologias e Gestão de Felgueiras, com vários “projetos inovadores e potencialmente” úteis para o tecido económico do território.

“Estas ideias são um ponto de partida para concretizar no âmbito empresarial. Este é um excelente contributo que a escola está a dar à economia da região”, vincou.

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