Facebook. Listas de amigos são cada vez mais pequenas

Redes sociais. Fotografia: D.R.
Redes sociais. Fotografia: D.R.

Se apagou dezenas ou centenas de amigos no Facebook recentemente, está a seguir uma tendência cada vez mais frequente. Depois de um período de estado de graça entre utilizadores da rede social, em que tudo o que vinha à rede era amigo, a inclinação é agora a de reduzir as listas de amigos e apagar comentários indesejados.

De certa forma, é um regresso às origens do Facebook, que surgiu como forma digital de replicar as relações sociais das pessoas na vida real. Aceitar todos os pedidos de amizade, mesmo de quem não se conhece, está a deixar de ser a norma.

Segundo um novo estudo do Pew Research Center em Washington, cerca de 63% dos utilizadores de redes sociais norte-americanos indicam que têm apagado amigos das suas listas – um aumento em relação aos 56% de 2009. Já 44% afirmam apagar comentários dos seus perfis quando não lhes agrada, contra 36% em 2009.

Manter a privacidade é a principal causa da redução da lista de amigos. A proporção de pessoas que eliminaram as suas identificações em fotos de redes sociais cresceu de 30% para 37%. Ou seja, não há uma redução do sentimento de privacidade à medida que a experiência no Facebook aumenta; pelo contrário.

“As mulheres tendem a ter sentimentos mais fortes em relação a quem tem acesso às suas informações pessoais, diz Mary Madden, especialista da Pew Research, citada pelo San Francisco Chronicle.

O relatório revela que 67% das mulheres restringem o acesso aos amigos, contra apenas 48% dos homens. Só 14% das mulheres têm o perfil completamente pública, em comparação com 26% nos homens.

Madden sublinha que o novo formato do perfil, Cronologia, poderá levar mais pessoas a repensarem os limites das suas publicações. O estudo indica que 48% dos utilizadores tem alguma dificuldade com as definições de privacidade e não quer perder muito tempo com isso.

Os utilizadores com educação no ensino superior são os mais sensíveis a estas questões. Madden explica que, possivelmente, estes estão mais dependentes das redes sociais no que toca a encontrar e manter empregos. “Aqueles que têm mais a perder são os que mais se preocupam e têm cuidado com o que partilham”, conclui a especialista.

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