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FaceTime em grupo, memojis, Siri: todas as novidades Apple

Craig Federighi apresenta os memojis no WWDC 2018 da Apple
Craig Federighi apresenta os memojis no WWDC 2018 da Apple

Marca apresentou na Califórnia as novidades dos sistemas operativos iOS 12, watchOS 5, tvOS 12 e MacOS Mojave

Quem tiver um iPhone ou iPad e atualizar para o iOS 12 vai passar a poder fazer videochamadas de grupo com FaceTime, até 32 utilizadores em simultâneo. É uma das novidades que a Apple acaba de apresentar durante o início da Worldwide Developer Conference, na Califórnia, evento que este ano é totalmente dedicado ao software.

Esta novidade arrancou grandes aplausos à audiência de seis mil programadores que estarão no evento até ao final da semana. Além de comportar muitos utilizadores, o FaceTime de grupo também permite adicionar os efeitos inteligentes que já estão disponíveis no iMessage, em particular os animojis do iPhone X. E agora, com iOS 12, vão chegar os “memojis.”

Trata-se de uma versão humana dos animojis, em que o utilizador pode criar uma versão 3D da sua cara usando a inteligência artificial introduzida no iPhone X. É uma forma de mostrar a evolução da tecnologia da marca, que agora também tem o modo “deteção de língua.” A demo mostrada em palco deixou ver uma grande diferença qualitativa em relação aos AR emojis que a Samsung introduziu em fevereiro e a que o The Verge chamou “horripilantes.”

A realidade aumentada é, desde logo, um dos focos deste evento. A Apple apresentou o ARkit 2, que o chefe de engenharia de software Craig Federighi apelidou de “maior plataforma de realidade aumentada do mundo.” Esta versão vai melhorar o rastreio facial, o aspeto realista das imagens e a deteção de objetos 3D. Um dos destaques em palco foi a nova aplicação LEGO AR iOS, apresentada pelo diretor de inovação da Lego, Martin Sanders. “Aqui levamos as coisas para lá do mundo físico e combinamos o físico e o digital”, disse o responsável, prosseguindo com uma demonstração muito interessante das capacidades da aplicação, usando iPads. A app dá para quatro utilizadores ao mesmo tempo e chega mais para o final do ano. Vai permitir construir cidades inteiras de Lego em realidade aumentada sobreposta sobre verdadeiros brinquedos da marca.

Federighi anunciou também a criação de um novo formato para RA com a Pixar Studios, o USDZ, e disse que a Apple está a trabalhar com várias empresas importantes para massificar a utilização – Adobe e Autodesk são as mais sonantes. Introduziu também a Measure, para medir objetos no ambiente de realidade aumentada.

Siri fica mais inteligente

Em termos de utilização diária do iPhone, as adições à assistente Siri têm o maior potencial de utilidade. Federighi disse que se trata da assistente digital “mais utilizada, de longe”, mas algo que o mercado tem apontado à Apple é a lentidão com que a Siri tem evoluído (em especial comparando com Google Assistant).

O que vem aí com iOS 12 de mais relevante neste campo são os Shortcuts (Atalhos) para otimizar a assistente. Por exemplo, ao chegar ao ginásio a Siri poderá sugerir no ecrã bloqueado que utilize uma certa app de monitorização de exercício. Ou lembrar para telefonar à avó no dia de aniversário e pôr no modo “Do Not Disturb” quando deteta que está no cinema.

Com a app Shortcuts, o utilizador poderá personalizar uma série de momentos do dia, dando atalhos à Siri para que haja ações automáticas (é algo similar ao que a Google oferece). Em palco, foi demonstrado como criar um atalho para surfistas, que inclui informação meteorológica, tempo de deslocação até à praia e lembrete para usar protetor solar. Como se faz isto? Arrastar e largar no editor de atalhos.

Gravando um comando – por exemplo, “as minhas viagens” – o utilizador também pode determinar a forma como a Siri o ajuda quando tem alguma viagem marcada. A app tem uma galeria de atalhos pré-desenhados, tais como “De volta a casa” para o acompanhar no regresso do trabalho. Também estes podem ser editados.

Mais software

Os utilizadores de Mac vão poder atualizar os seus computadores para o sistema operativo Mojave dentro de alguns meses. Algumas das diferenças são a introdução do modo escuro, versões desktop de apps iOS – por exemplo, Apple News, Home e Stocks – e melhores opções de organização. Talvez uma das coisas que chamará mais a atenção aos utilizadores preocupados com privacidade são as restrições impostas a terceiros que querem monitorizar a sua atividade online. Federighi explicou que o Safari passará a perguntar ao utilizador se permite que um site o monitorize através de caixas de comentários ou botões de partilha, ainda que não os use. Também haverá limitações ao chamado “fingerprinting”, o perfil que é construído usando a configuração dos dispositivos que os cibernautas usam na navegação. “O Mojave torna muito mais difícil aos rastreadores construírem um perfil com a sua informação”, disse o executivo.

Em termos de watchOS 5, é introduzida a funcionalidade walkie-talkie, que pode ser usada para comunicar com outros utilizadores via Wi-Fi ou conexão celular.

Acabar com o vício

Tal como esperado, a Apple vai introduzir com o iOS 12 formas de diminuir a dependência dos utilizadores aos seus gadgets. A discussão não abrange apenas a marca, mas esta recebeu duras críticas de investidores que consideram o iPhone demasiado viciante. As medidas principais são estas: maior abrangência do botão Do Not Disturb, para impedir que o iPhone esteja constantemente a interromper a pessoa, um relatório semanal a indicar quanto tempo o utilizador passou em que apps e quantas vezes pegou no iPhone por dia (Screen Time) e ainda limites de utilização por app. Estes limites são temporais (imagine-se, alocando três horas por semana ao Instagram) e, no caso das crianças, os pais podem determinar em que horários uma app pode ser acedida.

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