Fernando Alvim: “Sou uma espécie de António Barreto do amor”

Premiados novos talentos até 35 anos
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Fernando Alvim acaba de lançar mais um livro. Não és Tu, Sou Eu, por apenas12,40 euros, leva para casa um conjunto de reflexões sobre o amor. “O romance, com
ele, não tem segredos.
E como ele é alma boa, toca a partilhar. Desde criança que esse
foi o seu dom. As mulheres, em Portugal e, especialmente, em Itália e no
Burkina
Faso, contam com a sua sabedoria”, define a editora na apresentação do
livro. Mas o Dinheiro Vivo quis saber mais e entrevistou Fernando Alvim

Afirma que não é escritor, mas alguém que escreve livros.
Porquê?

Porque um escritor é uma outra coisa, tipo lobo Antunes que se
levanta às 9 da manhã para escrever e acaba ao final da noite. Para
se ser escritor tem que se ir aos treinos todos os dias e eu só jogo
ao fim-de-semana.

Por que ímpeto é atacado sempre que escreve um livro?

Curioso, não tenho nada ideia de ser atacado, mas não é coisa
que me faça falta. Um ataque é sempre uma manifestação de que
terão lido o livro e isso é de valor.

Já lá vão três, certo? Para quando um quarto livro?

Não sei e inacreditavelmente não tenho a ambição de escrever
um romance nem um livro histórico sobre os duques de Bragança.

Que universos, temáticas compõem a sua prosa?

A vida tal qual me é apresentada e em particular essa coisa a que
chamamos amor que julgo ter dissertado de forma muito completa neste
livro que agora edito. Sou uma espécie de António Barreto do amor.

Em que se inspira?

Na minha vida e olhem que não é pouco.

Sobre o que lhe falta escrever?

Não faço ideia, não tenho planos, não sei o que vou comer ao
jantar nem preparo a roupa do que irei vestir amanhã antes de me
deitar. Acordo, tomo banho e de toalha enrolada à cintura, escolho
na pressão do frio, a roupa com que irei sair à rua.

Existe ligação entre cada um destes livros ou falam de realidades
separadas?

Existe uma ligação óbvia: eu, o autor de cada um dos livros. E
isso desde logo é o suficiente para perceber que a minha forma de
ver as coisas que ali está. E este discurso não tem nada de
narcísico, mas é justamente o que acontece.

Não lhe bastava escrever livros, teve de criar uma editora, a Cego Surdo e Mudo. A
prosa não era suficiente boa para ser aceite por outras editoras?

Era, mas não me dava a independência que eu preciso e persigo.
Quero cada vez mais depender de mim próprio e menos dos outros. Se
falhar, sei que fui por minha causa. Mas se vencer, também.

Além dos livros programas de TV que mais anda o Fernando Alvim a
tramar?

Tudo. 2012 pode vir a revelar-se como o meu melhor ano. Mas tenho
que fazer por isso. E estou a fazer: acabo de lançar o meu novo
livro Não és tu, sou eu e preparo-me para lançar a speaky TV
já no próximo dia 16, na Pensão Amor, pelas 18.30, lançamento
para o qual estão todos convidados. Pelo meio, lançarei um jornal
desportivo gratuito com José Nunes, Luís Freitas Lobo e Rui Miguel
Tovar na equipa e duas novas publicações. Uma dirigida pelo Afonso
cruz e outra, a masculina, pelo Pedro Mexia. Parece-me que não é
pouco.

E agora algo completamente fora do tema… Se fosse chamado a
dar ideias para o país, o Governo, políticos, portugueses qual seria?

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