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Fitbit Ionic é o novo concorrente do Apple Watch

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Fitbit Ionic é o novo concorrente do Apple Watch

O primeiro relógio inteligente da Fitbit foi desenhado em cima da plataforma Pebble, que a empresa comprou em 2016

A marca que se tornou na maior referência das pulseiras de fitness vai desafiar a liderança da Apple no mercado de relógios inteligentes. Depois de meses de antecipação, a Fitbit revelou o relógio Ionic, cujo objetivo é combinar o melhor das pulseiras de desporto com a capacidade de correr aplicações, reproduzir música e até fazer pagamentos. Já está disponível para pré-reserva a partir de Portugal e quem comprar hoje irá recebê-lo dentro de três a quatro semanas. O preço é praticamente o mesmo do rival, 349,95 euros, enquanto o Apple Watch começa nos 349 euros.

“Com o Ionic, vamos dar aos consumidores o que ainda não viram num relógio inteligente – uma plataforma que põe a saúde e o exercício em primeiro lugar e combina o poder da personalização e informações aprofundadas com a nossa tecnologia mais avançada de sempre, abrindo a porta a oportunidades futuras de monitorização da saúde sem precedentes”, argumentou o CEO da Fitbit, James Park, no lançamento do dispositivo. O responsável salientou que a Fitbit foi pioneira na categoria dos wearables, tendo introduzido a sua primeira pulseira de fitness e saúde há dez anos.

Embora o Apple Watch também tenha uma componente forte ligada ao exercício, o relógio da tecnológica foi promovido de forma mais abrangente, como um acessório que consegue fazer de tudo – apesar de ainda não ter conectividade própria, algo que poderá mudar com a próxima versão. A Fitbit, que nos últimos tempos viu a sua quota de mercado deteriorar-se devido ao surgimento de fortes concorrentes, decidiu focar o Ionic totalmente no segmento do fitness, pelo qual é conhecida. Comprou a pioneira dos smartwatches Pebble e usou a sua plataforma como ponto de partida para construir o Ionic. Em paralelo, lançou também os auscultadores Bluetooth Fitbit Flyer (129,95 euros) e a balança inteligente com Wi-Fi Fitbit Aria 2 (129,95 euros).

E se a Apple tem uma longa parceria com a Nike no campo do fitness, o Fitbit Ionic surge de mãos dadas com a Adidas. A marca de desporto desenhou uma edição especial do relógio, que chegará ao mercado em 2018 e trará programas de treino específicos. O embaixador do Ionic será Harrison Barnes, basquetebolista dos Dallas Mavericks que trouxe a medalha de ouro dos Jogos do Rio 2016.

Principais características

O Ionic tem o novo sensor SpO2, que torna a monitorização do exercício muito precisa e permite prever condições futuras — por exemplo, apneia do sono. O relógio inclui navegação GPS, monitorização do sono, treinos personalizados (com o Fitbit Coach) e resistência à água (até 50 metros de profundidade). Outras funcionalidades são o armazenamento de música, notificações, aplicações nativas, pagamentos sem contacto (Fitbit Pay) e, claro, a possibilidade de usar uma miríade de diferentes fundos no ecrã. Talvez uma das características que mais irá agradar aos utilizadores seja a autonomia: a bateria dura cerca de quatro dias.

O kit de desenvolvimento para programadores fica disponível já em setembro e o relógio corre o sistema operativo próprio Fitbit OS. O mote do Ionic é “O relógio desenhado para a sua vida.”

Uma guerra de volumes e lucros

Os números que a consultora Gartner divulgou na semana passada sobre o mercado dos wearables não deixam margem para dúvida. Os maiores volumes de vendas são registados nas pulseiras de fitness e agora nos auscultadores Bluetooth (algo que foi impulsionado pelo iPhone 7 sem entrada de áudio), mas a grande rentabilidade está nos relógios inteligentes. E aqui é a Apple que manda, comandando cerca de um terço do mercado. As vendas totais de wearables vão gerar 30,5 mil milhões de dólares em 2017, sendo que 9,3 mil milhões serão provenientes de relógios inteligentes. Os smartwatches são apenas um sétimo das vendas em unidades mas encaixam um terço das receitas.

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