marca

A Nos quer olhar os clientes nos olhos e chamou o Nuno Lopes

Percorra a galeria de imagens acima clicando sobre as setas.

Dois anos depois da fusão, a comunicação da empresa mudou. Rita Torres Baptista, diretora de marca de comunicação da operadora, conta o que vai mudar

Rita Torres Baptista olha atentamente para o monitor onde passam as imagens de mais um take da nova campanha da Nos para a aplicação de TV. “Clarissa vai muito bem”, comenta a diretora de marca e comunicação, sobre a prestação do mais novo dos 45 figurantes no set de filmagens. Foi um de 60 takes filmados por Marco Martins com Nuno Lopes, ator que a Nos foi buscar para ser a sua nova cara. Chegou com o novo serviço de televisão UMA e vai continuar. Marca uma nova fase de comunicação: olhos nos olhos, como diz Rita Torres Baptista, ela mesmo acabadinha de chegar à Nos, vinda do Novo Banco.

Veja aqui o making of da nova campanha da NOS: NOS vai à praia com Nuno Lopes e a nova aplicação de TV

Nuno Lopes mantém-se nesta nova campanha da Nos. Voltaram a apostar em celebridades?
A Nos fez dois anos a 16 de maio. Ganhou o desafio de estar entre as marcas portuguesas de mais alta recordação e notoriedade. Agora tem o desafio de chegar às pessoas por uma via mais emocional. A chegada do Nuno com a UMA é instrumental a esta ideia. Tinha chegado o momento de falar para as pessoas, olhos nos olhos. O Nuno traz um capital de proximidade que vem da simpatia, e simplicidade, de ser um de nós.

Preferem então uma figura de proximidade e não uma celebridade como fez o Meo com o Ronaldo.

São duas estratégias bastante diferentes. O Nuno tem uma intencionalidade total nesta ideia de aproximar, de falar connosco.

Um ativo como Ronaldo, quando acaba de trazer a Taça do Euro para Portugal e a Nos também está no futebol, seria interessante
É um ativo dos nossos concorrentes (risos), que levamos muito a sério, num mercado muito competitivo. O que nos guia é olhar para o nosso posicionamento e o que faz sentido para nós: um caminho, se calhar mais longo, com menos atalhos imediatos, mas onde acredito que daremos passos seguros e certeiros.

Os Queen é para sempre ou já é altura de mudar a banda sonora?
Don’t Stop Me Now foi instrumental no estabelecimento da personalidade, da vitalidade e força da marca. É património, queremos que se mantenha novidade. A comunicação da UMA está sonorizada com o tema, mas numa orquestração de Nuno Maló, gravada pela Orquestra Sinfónica de Budapeste. Quanto tempo a vamos manter? Para já na próxima campanha, que acontece na praia, vamos ouvir uma reinterpretação ao registo Beach Boys meets Malibu meets Don’t Stop Me Now.

 

“Não olhamos para os festivais como uma forma de colocar logótipos de forma decorativa”

Os clientes já reconhecem que “Há Mais em Nos”, num sector onde as ofertas não são assim tão distintas?
O “Há Mais em Nos” tem desde logo o compromisso de gerar mais valor, trazer novas soluções e produtos e serviços. A UMA é um bom exemplo. A Nos lidera na TV e não deixou de investir em inovação, porque acredita que pode surpreender com uma série de coisas que daqui decorrem – como uma aplicação de TV que traz uma experiência de utilização completamente diferente. “Há mais em Nos” é o compromisso de que a Nos não está só, confinada aos seus produtos e serviços, tem uma vivência social e cultural: o seu posicionamento na música, ser o patrocinador principal da Liga Nos. É uma visão de compromisso de fundo, não é tática.

Feito este investimento, surpreendeu ter ficado atrás da Vodafone no estudo de reputação da Marktest?
Somos uma marca com dois anos, não somos uma marca global com o histórico da Vodafone. É difícil comparar marcas locais e globais.
Com todas as operadoras a dar nome a festivais até que ponto ainda é diferenciador?
A música não deixa de ser um espaço onde fazemos montra dos nossos produtos e serviços. As marcas têm de arranjar espaços para estar com as pessoas, é dessa proximidade que saem relações mais fortes. Não olhamos para os festivais como uma forma de colocar logótipos de forma decorativa, acreditamos que com o que damos temos a capacidade de viabilizar e amplificar essa experiência.
A Nos dá nome à Liga e passou a ter os direitos dos jogos do Benfica e do Sporting. Como vão dinamizar em termos de comunicação?
Não quero antecipar. O arranque da época está quase à porta. Para nós é um ativo muitíssimo estratégico.

A duplicação de lojas resolveu-se?

No caso em que só uma era suficiente, essa conversão já se fez. Há casos em que não é tão simples: temos de cruzar a dimensão que precisamos com uma loja bem localizada. Mas mais importante é o plano de retalho que temos. Temos seis lojas com um conceito distinto: acabam com os balcões, é tudo aberto, em proximidade; tem espaços de demonstração de convergência de ecrãs, da nova experiência de televisão. O resultado [um trabalho da britânica The One Off] é muito feliz. É um espaço importante de relação onde a música, o futebol, o cinema têm de conseguir entrar. Lojas são também espaços de experimentação da marca. Tenho a ambição de quando a Liga Nos estiver na segunda ou terceira jornada com muita emoção, que as lojas não sejam alheias a essa emoção.

Já transmitiram jogos da Liga dos Campeões. Pode acontecer este tipo de situações?
Claro. É o mais desejável. Se temos música, porque é que a música não pode ir à loja? Porque não o futebol?

Percorra a galeria de imagens acima clicando sobre as setas.
Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
António Mexia, presidente executivo da EDP. Fotografia: REUTERS/Pedro Nunes

Chineses da EDP não abdicam de desblindar estatutos. OPA quase morta

O dia, segunda-feira de Páscoa, prejudicou a concentração dos ex-operários junto à casa-mãe, a Miralago. Fotografia: Tony Dias/Global Imagens

Ex-operários tentam evitar saída de máquinas da Órbita

O secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP), José Abrãao, numa manifestação. Fotografia: JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

FESAP. Inspetores do Estado podem ficar 10 anos sem progredir nas carreira

Outros conteúdos GMG
Conteúdo TUI
A Nos quer olhar os clientes nos olhos e chamou o Nuno Lopes