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Apple lança iPhone X a 999 dólares

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Há mais de um ano que se falava de um super iPhone, e hoje a Apple lançou-o.

Há mais de um ano que se falava de um super iPhone, e hoje a Apple lançou-o: o iPhone X é um smartphone ultra premium com preço a condizer, que chegará às lojas a 3 de novembro. Vai custar 999 dólares antes de impostos, o que garante que na Europa terá uma etiqueta superior a mil euros. Será que justifica o preço tão elevado? É uma grande diferença em relação ao iPhone 8 (699 dólares) e 8 Plus (799 dólares), também apresentados hoje no novo Steve Jobs Theater, em Cupertino.

Esta é a edição de aniversário do smartphone, e é por isso que o nome se pronuncia “Ten” (dez) e não “xis”, como se pensava até agora. Reflete o redesenho profundo do iPhone pelo qual muitos especialistas e fãs clamavam há bastante tempo – desaparece o botão “Home” e o ecrã ocupa agora toda a superfície frontal do telefone, alargando-se assim para 5,8 polegadas e quase sem moldura. A Apple chama a este novo ecrã OLED com resolução 2436 por 1125 “super retina.”

Introduz o reconhecimento facial Face ID, que substitui o leitor de impressões digitais (não há botão para ele) e desbloqueia o iPhone quando o utilizador olha para ele. Permitirá fazer pagamentos com a cara e terá integração com aplicações de terceiros. “Foi precisa alguma da tecnologia mais avançada que alguma vez criámos”, disse o responsável global de marketing, Phil Schiller. Introduz uma série de novos gestos, incluindo tocar para “acordar” o telefone e deslizar do canto superior direito para ir ao centro de notificações. O processamento do reconhecimento facial é feito dentro do próprio telefone e é mais seguro que a impressão digital. Schiller explicou que a Apple introduziu um motor neural no chip A11 Bionic para conseguir lançar o Face ID.

“É o maior salto em frente desde o iPhone original”, disse Tim Cook, durante a apresentação dos novos telefones. Com grandes melhorias nas câmaras e os Animojis, em que o utilizador usa a sua expressão facial para criar emojis animados, o iPhone X distingue-se de forma definitiva do iPhone 8 e 8 Plus. O preço será certamente um impeditivo, mas a ideia da Apple é mostrar que ainda está aí para as curvas em termos de inovação. Como Cook disse, a empresa acredita que o iPhone X irá ditar a tendência da indústria tecnológica na próxima década – tal como o iPhone original fez.

iPhone X vs Galaxy Note 8 vs LG V30

O iPhone X está taco a taco com os topos de gama recentemente apresentados pela Samsung e pela LG, Note 8 e V30. Apesar de ser o maior no portfólio da Apple, o ecrã do X é ligeiramente mais pequeno que o dos concorrentes: 5,8 polegadas contra 6,3 do Note 8 e 6 do V30. A resolução é inferior, 2436 x 1125 contra 2960 x 1440 do Note 8 e 2880 x 1440 do V30. O mesmo para a densidade de pixeis: 458 ppi, comparado com 522 ppi do topo de gama da Samsung e 538 ppi do modelo LG.

Pesa menos que o Note 8 – 174 gramas contra 195, mas mais que o V30, que tem apenas 158 gramas.

A câmara dual traseira tem 12 megapixeis, tal como a do Note 8, sendo que o V30 vai mais além com 16 megapixeis. Quanto à câmara frontal, são 7 megapixeis no iPhone X, 8MP no Note 8 e 5MP no V30. No entanto, o sistema TrueDepth do iPhone X tem características únicas, que permitem a monitorização 3D das expressões faciais e a criação de Animojis (além do reconhecimento facial Face ID). Todos gravam 4K.

Debaixo da “capota”, o iPhone X apresenta o processador A11 Bionic, desenvolvido pela própria Apple, com seis núcleos. O Note 8 traz o Snapdragon 835 da Qualcomm ou o Samsung Exynos 8895, ambos com oito núcleos. O V30 também tem o Snapdragon 835.

Em termos de armazenamento, o iPhone X é o único que oferece uma versão de 256GB, já que o Note 8 se limita a 64GB e o V30 adiciona um modelo com 128GB; no entanto, o X não tem slot para cartão de memória, ao contrário dos dois concorrentes. A memória RAM do iPhone X é uma incógnita, enquanto o Note 8 tem 6GB e o V30 4GB.

A grande diferença está, além do design, no sistema operativo: o iPhone X virá com o novo iOS 11, enquanto o Note 8 e o V30 correm Android Nougat. É aqui, diz o analista da Gartner Brian Blau, que a Apple ganha vantagem. “A Samsung pode fazer muitos produtos e é bastante boa, mas depende da Google como parceira para o sistema operativo”, explica o analista ao Dinheiro Vivo. “Essa pode não ser a melhor das relações, temos de assumir que é um desafio trabalhar com outra empresa numa parte tão integral do aparelho. A Apple não tem esse desafio, de todo.”

O que a Apple também não tem é a possibilidade de competir com o Android pelo domínio do mercado. As vendas dos iPhones no trimestre do Natal podem dar-lhe a hipótese de discutir a posição de maior fabricante mundial de smartphones com a Samsung, mas será uma batalha difícil. Brian Blau acredita que não é esse o objetivo da marca, que se mantém altamente lucrativa apesar dos altos e baixos das vendas de iPhones nos últimos dois anos.

“A Apple está mais interessada em lançar produtos que os seus clientes adoram e compram, e tenho a certeza que conseguiram fazer isso hoje.”

Alinhamento de produtos

No que toca aos outros lançamentos, confirmaram-se os rumores: no iPhone 8 e 8 Plus, os destaques vão para as câmaras e para a realidade aumentada, suportada pelo chip A11 Bionic, novos sensores e giroscópios. Mantêm-se os tamanhos de ecrã e o preço é de 699 dólares para o iPhone 8 de 64 GB e 799 dólares para o 8 Plus com a mesma capacidade. A outra única opção de armazenamento passa a ser 256 GB.

Brian Blau diz que nenhum destes novo iPhones é muito entusiasmante, sendo apenas boas opções para quem quer fazer upgrade. “Não houve aqui surpresas. São bons upgrades para os utilizadores, com melhor processador, ecrã mais rápido e capacidades de realidade aumentada”, resume.

Há ainda outra novidade – os três novos iPhones têm finalmente carregamento de bateria sem fios, algo em que a Apple ficou para trás há muito tempo. Aliás, a empresa está a desenvolver um tapete de carregamento, AirPower que sai no próximo ano e permitirá carregar vários dispositivos iOS ao mesmo tempo. É um tipo de dispositivo que já está disponível há bastante tempo para outros smartphones.

A nova Apple TV é 4K, como previsto, e vai custar 179 dólares. Já o Apple Watch Series 3 traz conectividade celular, passando a ser independente do smartphone, e custará 399 dólares.

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