Pokémon Go

Como é que o Pokémon Go decide onde aparecem as personagens

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Há três critérios fundamentais para a escolha dos lugares onde podem caçar-se pokémons mas o algoritmo está longe de ser perfeito.

A febre já é um dado adquirido: duas semanas depois do lançamento nos Estados Unidos e menos de uma semana depois de a aplicação ter ficado disponível em Portugal, o Pokémon Go é um dos tópicos mais concorridos em conversas e partilhas nas redes sociais.

E, apesar de a Nintendo ter hoje sofrido a maior queda em bolsa em cinco anos – depois de ter ganhou 114,04% em bolsa e já valer mais do que a Sony -, em redor do jogo, há movimentações que não acabam: um mapa que localiza, de norte a sul, os Pokémons de Portugal, táxis especiais para apanhar as criaturas, um guia de cuidados feito pela PSP e até um um hotel no Porto que lançou um serviço de concierge, uma espécie de guia que leva os clientes a caçar Pokémons.

O Pokémon Go nasceu de uma brincadeira “inofensiva” dos responsáveis do Google Maps, a 1 de abril de 2014 e contou com mais de um ano de desenvolvimento do produto, até disponibilizar os primeiros pokémons na aplicação. No entanto, nesse dia das mentiras, os técnicos do serviço de geolocalização ativaram por24 horas o jogo que consistia em localizar onde estavam pokémons no mundo real. Nesse protótipo podia ver-se apenas um mapa a 2D (e não realidade virtual), e era possível caçar as criaturas criadas pela Nintendo.

REUTERS/Toru Hanai

REUTERS/Toru Hanai

Certo é que a Niantic viram a experiência como grande ideia e combinaram-na, em parceria com a Google, então acionista da empresa, com uma outra ideia própria: o jogo de geolocalização Ingress, que contava já com mais de 14 downloads em todo o mundo.

O desenvolvimento do jogo passou então por várias fases: a equipa, liderada por John Hanke, executivo da empresa, selecionou lugares especiais e emblemáticos das cidades como monumentos, estátuas, edifícios famosos assinados por arquitetos de renome, obras de arte urbana e lojas especiais, entre outros, e decidiu onde posicioná-los – edifícios oficiais, ginásios e instituições estiveram entre as preferências.

Depois, o critério foi estreitado segundo outros parâmetros: a existência de água nas redondezas, o tipo de formação geológica, o clima. Esse critério foi adaptado a vários algoritmos, dependendo do tipo de pokémon e adequado à sua espécie e ao sítio onde habita.

O terceiro ponto de escolha foi a segurança do jogador: o sítio onde estão os pokémons devem ser seguros e acessíveis para toda a gente – evitando que, por exemplo, os pokémons apareçam no meio de uma autoestrada – e, sempre, lugares abertos ao público, apesar dos vários alertas e histórias de invasões de propriedade privada, resultantes da caça de pokémons. No entanto, já há seguidores fiéis. Leu a história de Tom, que se despediu para ser caçador de Pokémons a tempo inteiro?

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