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Da caixa para o Papa até às peças do Vhils. Com eles nada é impossível

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A Lindo Serviço nasceu há quase duas décadas com um propósito: encontrar soluções através do design e da produção. É diferente pela posição que ocupa.

Ajudaram na conceção de uma peça de arte enviada para a Agência Espacial Europeia e numa caixa entregue em mãos ao Papa, fazem produção para o português Alexandre Farto (mais conhecido por Vhils), e respondem a pedidos particulares. Desde 1999, a Lindo Serviço, empresa de prototipagem [criação de protótipos], constrói soluções para a publicidade, artes e indústria. Do tecido à ourivesaria, do betão à metalomecânica pesada, a magia acontece na discreta Rua da Centieira, na zona oriental de Lisboa.

Com a Lindo Serviço o limite é mesmo a imaginação. A empresa é conhecida pela sua versatilidade e entre os clientes encontramos particulares, artistas, até grandes empresas do ramo automóvel, como a Mercedes, a Seat ou a Nissan e outras tão distintas como o Pingo Doce e a Danone. Luís Coelho, fundador e gestor da empresa, acredita que a receita está em combinar com equilíbrio três ingredientes: “Tentar sempre fazer o melhor, bem feito e a tempo.”

Luís perde a conta às máquinas que ocupam o armazém de 1200 metros quadrados e onde quase sempre estão a decorrer projetos em simultâneo, que podem durar poucos dias ou até alguns meses. A equipa é composta por 15 pessoas, na sua maioria designers, técnicos de metalomecânica e de carpintaria. O objetivo é encontrar soluções para qualquer pedido, aliando o design, criatividade e a produção nos materiais mais diversos.

Por exemplo, é a Lindo Serviço que produz, desde 2012, os troféus para a Red Bull Air Race e já desenhou prémios para a Time Out e a Marketeer. No ramo automóvel aliam-se à publicidade e nas artes ajudam a materializar ideias. “Há muitos artistas plásticos que têm ideias, mas depois não têm nem técnica nem meios, é aí que intervimos”.

Com o artista português Vhils a relação é antiga. Desde 2001 que a Lindo Serviço dá apoio a nível de materiais e novas técnicas de criação. Mais recentemente, produziram peças para a exposição Fragmentos Urbanos, apresentada por Alexandre Farto em Paris. Em 2015, solucionaram o transporte da peça de arte portuguesa para o espaço, em homenagem ao astronauta dinamarquês Andreas Mogensen. É com o Vhils que têm encontrado os maiores desafios, garante Luís Coelho, que recorda a exposição Dissecção, onde ficaram encarregados da engenharia e de soluções para pendurar uma carruagem do metro de Lisboa no teto do Museu da Eletricidade.

A dimensão dos trabalhos que concretizam é tão grande como a humildade, que nos surpreende. “Se eu pudesse só fazer só projetos interessantes e desafiantes, não fazia os que dão dinheiro, mas a empresa tem de sobreviver e tem de se modernizar.”

Ao longo dos anos, o perfil de clientes tem variado, mas há um carinho pelos pedidos especiais: “Interessa-me mais resolver as questões das pessoas.” Luís valoriza a empatia com os clientes e é assim que quer trabalhar. “Não tenho a ambição de ter uma grande empresa. Tenho a ambição de fazer grandes coisas”, afirma, recusando uma postura convencional de negócio.

A Lindo Serviço conquistou o seu lugar ao sol pela qualidade. Não os vai encontrar na Internet, nem nas redes sociais, mas talvez algum cliente possa falar sobre eles. “Acredito em fazer as coisas bem feitas. E isso é válido para todos os negócios. Seja ele um pasteleiro, uma senhora que cose botões, ou um sapateiro. Se for bom, tem sempre a casa cheia”.

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