Halloween

Halloween bate recorde de receitas em 2017

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Já começou a loucura da temporada nos EUA, com enorme investimento em máscaras e doces e a edição mais aterrorizadora das Halloween Horror Nights

Os consumidores americanos vão bater todos os recordes de gastos com o Halloween em 2017, de acordo com as últimas previsões da National Retail Federation. O volume de gastos em máscaras, doces e decoração para casa e jardim irá atingir os 9,1 mil milhões de dólares (7,6 mil milhões de euros), um crescimento de 8,3% face ao recorde de 8,4 mil milhões que tinha sido estabelecido no ano passado. A justificar este crescimento está não apenas a intenção de gastar mais que no ano passado, mas também o facto de este ano haver mais 8 milhões de americanos a celebrar este evento.

As previsões da National Retail Federation foram desenvolvidas em parceria com a empresa de estudos de mercado Prosper Insights. De acordo com os analistas, haverá uma subida nos gastos em todas as categorias. E a verdade é que as lojas já substituíram os fatos de banho e bolas de praia por abóboras, vassouras e esqueletos para colocar à porta de casa.

A época do Halloween começa pouco depois do início de setembro, antes das primeiras folhas começarem a cair. É uma antecipação que permite aos lojistas maximizarem o período de vendas até 31 de outubro, noite em que se celebra o Halloween em todo o país. Os eventos relacionados também já começaram: há labirintos assombrados em quintas, sessões de escultura de abóboras e eventos dedicados como as Halloween Horror Nights, nos estúdios da Universal em Hollywood.

Os gastos com máscaras vão levar a maior fatia do bolo este ano, 3,4 mil milhões de dólares. Seguem-se os doces e as decorações (tais como esqueletos que brilham no escuro): estes dois segmentos vão gerar receitas de 2,7 mil milhões cada.

Não existe uma métrica semelhante que permita fazer as contas em Portugal, onde nos últimos anos se tornou costume celebrar a noite de Halloween à moda americana (deixando cair o pão-por-Deus). No ano passado, por exemplo, várias marcas assinalaram a festa – a Sephora fez sessões de maquilhagem apropriada ao evento e o Continente brincou com imagens de uma abóbora assustadora no Instagram.

À procura de descontos

De acordo com os dados da NFR/Prosper Insights, 47% dos consumidores pretendem comprar os itens relacionados com Halloween em lojas de descontos, enquanto 38% irá a lojas especializadas nesta época especial. Um ponto interessante: 22% fará as compras online.

Cada consumidor gastará, em média, 86,13 dólares, e haverá 179 milhões de americanos a celebrar esta espécie de carnaval do horror, mais 8 milhões que no ano passado.

O Halloween é, normalmente, um bom indicador de como vão correr as coisas na vital temporada de compras natalícias. A Forrester Research prevê que só as vendas online cresçam 12% para 129 mil milhões de dólares. Já o International Council of Shopping Centers espera um aumento de 3,8% no retalho, com gastos médios de quase 730 dólares por consumidor.

A celebração do horror

As Halloween Horror Nights dos estúdios da Universal são já um clássico desta época. Apesar do preço elevado dos bilhetes (em média 89 dólares, mas podem ir até aos 245), quase todos os fins de semana estão esgotados. Foi o que aconteceu na noite de abertura, a que o Dinheiro Vivo assistiu. Este é considerado o “evento de Halloween mais extremo” da Califórnia, com a imersão dos participantes em labirintos temáticos, inspirados em filmes e séries de terror.

A preparação começa a ser feita em fevereiro e o trabalho é desenvolvido de perto com os criadores das histórias que inspiram os labirintos. Este ano, a Universal escolheu alguns dos clássicos mais celebrados do horror: “The Shining”, “SAW: The games of Jigsaw”, “American Horror Story: Roanoke”, “The Walking Dead”, “Insidious: Beyond the Further”, “Ash vs. Evil Dead”, “Titans of Terror”, que une Freddy Krueger, Jason Voorhees e Leatherface, e “The Horrors of Blumhouse”, que junta filmes do realizador Jason Blum (The Purge, Sinister e Happy Death Day). A qualidade da produção não tem paralelo e o fator aterrorizador dos labirintos é muito mais forte este ano. “The Shining” e “SAW” são de gritar do início ao fim, incluindo uma passagem em que os participantes têm de se desviar de cadáveres.

As Halloween Horror Nights vão estar abertas ao público até 4 de novembro, ou seja, quase dois meses de terror em Hollywood. Por quase todo o lado há experiências do mesmo tipo – labirintos assombrados, salas de terror, casas assombradas. Ter medo é um verdadeiro negócio.

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