“Geração do milénio” confia na tecnologia para assegurar o seu êxito futuro

Smartphones estão em alta
Smartphones estão em alta

Quase quatro em cada cinco jovens dos 18 aos 30 anos acredita na tecnologia para assegurar o seu êxito futuro, revela um estudo sobre a “geração do milénio” que abrangeu 12.000 pessoas de 27 países.

Realizada pelo jornal Financial Times e pela empresa de telecomunicações espanhola Telefónica, a sondagem visou traçar o perfil da chamada “geração do milénio” ou “geração Y”, formada por pessoas dos 18 aos 30, e concluiu que estes jovens são dependentes da tecnologia.

Segundo os resultados, hoje apresentados em Londres, os membros da “geração Y” passam em média seis horas diárias na Internet vêm as novas tecnologias como cruciais para o desenvolvimento social e laboral.

Na apresentação das conclusões, o conselheiro delegado da Telefónica, José María Álvarez-Pallete, disse tratar-se do “maior estudo jamais realizado sobre a ‘geração do milénio'”.

O responsável disse que compreender “os medos, sonhos e aspirações” desta geração é “crucial não só para criar novos produtos e serviços, mas também para antecipar o futuro do setor” digital.

“Estamos a viver a maior revolução tecnológica na história do ser humano”, afirmou, e sublinhou a importância de desenvolver soluções digitais “para satisfazer as necessidades da sociedade”.

Os jovens retratados no estudo da Telefónica formam “uma geração de ‘smartphone’ e valorizam este aparelho acima de outros como o computador portátil para aceder à Internet”, exemplificou o executivo ao referir as conclusões da sondagem.

A grande maioria dos entrevistados a nível global – 78% – diz acreditar firmemente no potencial da tecnologia para assegurar o seu êxito futuro, enquanto 88% diz ter capacidade para se tornar empreendedor no seu país ou para introduzir uma nova ideia no mercado.

A sondagem identifica uma categoria de “líderes”, os jovens que, devido ao seu conhecimento tecnológico, determinação e iniciativa estão mais bem posicionados para promover a mudança e exercer a liderança.

A nível global, 11% dos jovens são líderes potenciais, mas há diferenças de país para país. O país com maior número de potenciais líderes é os EUA, seguido do Brasil, África do Sul, México, Índia, Venezuela, Chile, Arábia Saudita, Perú e Colômbia.

Na Europa ocidental, o Reino Unido surge na vanguarda, com 13% de líderes potenciais.

A sondagem, que serviu de referência na chamada “Cimeira dos ‘Millennials’: a geração interativa”, que decorreu em Londres, revela no entanto alguns dados “preocupantes”, disse Álvarez-Pallete.

O responsável da Telefónica exemplificou que 62% dos inquiridos considera que a tecnologia contribuiu para aumentar as diferenças entre ricos e pobres e os resultados permitem perceber diferenças entre homens e mulheres.

Os homens consideram-se em geral mais influenciados pela tecnologia e 80% dizem usar tecnologia de ponta, contra 69% das mulheres, algo que a empresa, que tem 90 milhões de clientes na “geração do milénio” entre os seus 316 milhões de consumidores, considera ser uma desvantagem que tem de ser abordada.

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