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Google Portugal quer inspirar turistas para a beleza de Portugal

A Google arrancou na quinta-feira a filmagem das linhas férreas em Portugal. A empresa começou a viagem no Douro e vai passar ainda por locais como as linhas do Norte, do Oeste e de Cascais. Paisagens que a Google quer mostrar para inspirar os turistas para a beleza de Portugal.

“Esperamos que o facto de se poder visitar Portugal a partir da perspetiva do passageiro possa inspirar as pessoas de todo o mundo a vivenciarem a riqueza e a beleza de Portugal bem como fazerem a sua própria viagem através do país”, aponta Anaïs Pérez Figueras, diretora de comunicação e relações públicas para Espanha e Portugal da Google em Portugal, contactada pelo Dinheiro Vivo.

Com estas filmagens, a empresa pretende, sobretudo no caso da Linha do Douro, aproximar-se do objetivo da “criação do mapa mais completo, exato e útil do mundo”. Filmagens apenas possíveis graças à parceria da Google com várias empresas do setor ferroviário português, que se candidataram, no final de 2014, ao programa da Google Trekker Loan.

Este programa permite a “entidades interessadas, a candidatura ao empréstimo do equipamento ( Google Trekker), para captação de imagens em zonas de difícil acesso e com interesse turístico ou histórico”. A empresa adianta ainda que selecionou as linhas ferroviárias com as “paisagens mais impressionantes”. A Google irá percorrer durante 13 dias mais de 700 quilómetros de linha férrea. Para permitir a filmagem, a composição irá circular à velocidade de 30 quilómetros por hora.

Após as gravações, a Google irá editar as imagens para que possa eliminar rostos e matrículas de automóveis, tendo em conta as políticas de privacidade. Os utilizadores deverão ter de esperar três meses para seja possível visualizar as linhas férreas portuguesas.

A Google instala uma câmara de 360 graus numa composição fornecida pela CP Carga, que será empurrada [e não puxada, como é habitual) por uma locomotiva da CP, que vai percorrer, por inteiro, várias linhas da empresa do setor ferroviário. Com a instalação da câmara na locomotiva será possível que as imagens sejam recolhidas da mesma perspetiva que a do maquinista, adiantou o Público na terça-feira.

A Refer, que vai prescindir de cobrar taxa de uso pela passagem deste comboio, e a EMEF (empresa de manutenção ferroviária da CP), através da adaptação do material circulante e montagem do equipamento, também se associam, segundo a mesma publicação.

Portugal é o segundo país que acolhe este projeto da Google. Em agosto de 2014, a Suíça foi pioneira, ao permitir a circulação deste comboio na Ferrovia Retica, classificada como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO.

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