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Huawei em queda em Portugal. Samsung reforça liderança nos smartphones

Android Huawei
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Empresa chinesa perdeu a liderança nas vendas de smartphones em Portugal para a Samsung no trimestre anterior e continua em queda no terceiro trimestre do ano. Venderam-se menos 4,4% de smartphones no país.

Os dados da consultora IDC não deixam dúvidas, a Huawei continua em queda no segmento dos smartphones, com o mercado português a reagir ao bloqueio dos Estados Unidos à empresa chinesa que irá prejudicar (se nada mudar), a utilização do ecossistema da Google por parte da Huawei nos novos modelos.

Francisco Jerónimo, português que lidera a área de produtos de consumo da IDC para o mercado europeu, explica-nos que “o bloqueio que os Estados Unidos colocaram à Huawei está a começar a expôr a gravidade da situação em que a empresa se encontra no segmento de smartphones”. Apesar da queda, o responsável da IDC admite que “foi menos do que o previsto”. A justificação apresentada é que “durante o verão houve um esforço grande por parte dos retalhistas e operadores em escoar as unidades em stock”.

Mas o futuro para a Huawei, se tudo se mantiver entre os EUA e a China como está, pode ficar mais negro. “Com o imprevisível lançamento de novos produtos (com os serviços da Google) no futuro, a situação vai tornar-se dramática nos próximos trimestres para a marca chinesa”.

Leia também | Líder da Huawei: “Vamos sofrer durante um a dois anos se perdermos o Android”

A Samsung continua a ser grande beneficiada no mercado português. Desde o segundo trimestre de 2019 que a gigante coreana recuperou a liderança nas vendas de smartphones no país e, agora, com uma subida de 15,7%, para as 215 mil unidades, tem já 33% de quota do mercado nacional.

Em sentido contrário, a Huawei (num registo que inclui a Honor), desceu 2,4%, para as 186 mil unidades, o que significa 28,8% do quota de mercado. Em terceiro lugar mantém-se a Apple, que até subiu ligeiramente, 0,6%, num resultado que deverá incluir poucas das das vendas dos novos iPhone 11, 11 Pro e 11 Pro Max, que só ficaram disponíveis a 20 setembro, mesmo no final do trimestre. A empresa californiana tem 10,4% do mercado.

A terminar a lista está a TCL, que controla a Alcatel, e que lançou recentemente smartphones em nome próprio – com um crescimento de 35,1%, com 38 mil unidades vendidas e 5,8% do mercado – e a Xiaomi, que caiu 0,2%, tem 5,1% do mercado e vendeu 33 mil unidades.

Outro registo importante é a queda de 4,4% nas vendas de smartphones em Portugal, para 647 mil unidades.

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