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Huawei. Smartphones que vêm da China

O Ascend D é um quad-core
O Ascend D é um quad-core

Desde que o iPhone
revolucionou o mercado dos smartphones e a Samsung começou a vender
Galaxy S como água no deserto, praticamente todas as fabricantes de
telemóveis afundaram. Até ao final do ano, serão vendidos 686
milhões de smartphones em todo o mundo, um crescimento espantoso de
38,8% em relação ao ano passado, segundo a consultora IDC.

Mas quem
está a lucrar com este apetite são a Apple e a Samsung, que estão
num campeonato à parte e dividem entre si mais de metade das vendas.
A Nokia está em crise, a Research in Motion vende cada vez menos
BlackBerries, a HTC derrapou 70% nos lucros e a Motorola fez um recuo
estratégico da Europa e foi vendida à Google.

O que torna surpreendente
a ascensão da Huawei, que se prepara para ultrapassar a Nokia como
terceira maior fabricante de smartphones do mundo. No ano passado,
estava em sétimo. Agora, prevê vender 60 milhões de smartphones
este ano, contra os 35 milhões previstos pela rival chinesa ZTE. A
Nokia vendeu 10,2 milhões no segundo trimestre, e se as coisas
continuarem assim, vai mesmo perder o pódio para a fabricante
chinesa. Em relação a 2011, a Huawei vai triplicar as vendas de
telemóveis inteligentes.

Como é que a marca
conseguiu isto, num mercado em que todas as marcas salvo a Apple e a
Samsung perderam terreno? É o resultado da sua estratégia “bom e
barato”. Agarrou no sistema operativo Android, colocou-o dentro de
telemóveis bonitos e funcionais e enviou-os para o mercado, sem
perder muito tempo ou dinheiro a inventar funcionalidades e a
patentear ecrãs. Sem tecnologias encarecedoras, a Huawei conseguiu
um mix interessante de smartphones low-cost louvados pela crítica.

O analista da ABI
Research, Michael Morgan, sintetizou assim a abordagem: “A Huawei
limitou-se a espetar com Android nalgum hardware e a mandá-lo para
as lojas”.

Não é bem o caso
do Ascend D, um quad-core apresentado em fevereiro, nem do Ascend P1, que já lançou em Portugal, com processador de dois
núcleos (dual-core), gravação em alta definição, câmara de 8
megapixeis e ecrã super AMOLED de 4,3 polegadas. É claramente um
smartphone de alta gama, o que também se confirma pelo preço –
450 euros. Aliás, a grande variedade de preços, dos 100 aos 500
euros, ajuda a esta massificação das vendas.

Mas o sucesso da marca
também está ligado à sua relação privilegiada com mais de 500
operadoras de telecomunicações em 140 países, às quais vende
equipamento; com estas relações, desenvolveu um modelo em que
produz telemóveis personalizados para as operadoras, como o Vodafone
845 que foi lançado em Portugal.

Nos últimos tempos, lançou cerca
de 40 novos modelos de smartphones em dezenas de mercados, desde os
Estados Unidos e Japão à Europa e Índia, além da própria China.
Só o orçamento para promoção de vendas em 2012 ascende aos 200
milhões de dólares, o que demonstra bem o esforço de globalização
que a marca está a fazer.

É nos Estados Unidos que tem tido mais
dificuldade em vingar, mas as coisas podem mudar este ano. Até
porque a aposta não é exclusivamente em Android: a Huawei também
vai oferecer telemóveis com Windows Phone 8, que estreia em outubro.

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