Leya perde Saramago, Sousa Tavares e Tordo

ng3119200

“Falta da visibilidade na promoção da obra”. Esta terá sido a razão que levou as herdeiras do escritor José Saramago a quebrar a relação com o grupo Leya.

Segundo o DN, nenhuma das partes avança com uma razão para aquele que considera o fim da relação escritor/editora mais lucrativa do século XX. Uma parceria iniciada em 1979 com a publicação de “A Noite”.

“Não foi possível chegar a acordo sobre as condições contratuais que permitiriam continuar a publicar a obra do escritor”, dizem em comunicado de ambas as partes. O jornal escreve que este é um desfecho inevitável num diferendo que se adensou nas últimas semanas.

A partir de agora o grupo Leya deixa de poder reeditar as obras do Nobel da Literatura. Apenas lhe é permitida a venda dos exemplares ainda em stock.

Entretanto, outras editoras estão já em campo para apanhar este escritor apetecível. O assunto está a ser tratado pela Fundação José Saramago.

De resto, poderá ser esta instituição a publicar as obras, uma vez que já publicou três volumes sobre o escritor.

Ler mais: Leya de Paes do Amaral despede até 45
colaboradores

Um dia depois, o jovem escritor João Tordo anunciou à Lusa que
editará o novo romance em abril, mas não no grupo Leya, de onde saiu à
procura “de um novo alento.”

Também Miguel Sousa Tavares, abandonou o grupo Leya há dois meses, tendo-o revelado ao Público esta semana.

O escritor de “Equador”, entre outras obras, fala em “descontentamento” quanto ao trabalho do grupo Leya, que segundo ele “matou a identidade das editoras.”

O escritor que está nesta editora desde a sua fundação, em 2008, diz agora ao mesmo jornal que “o grupo Leya não está vocacionado
para a edição de livros.”

O mais recente livro do escritor, o romance “Madrugada Suja”, foi já editado, em 2013, pelo Clube do Autor.

Esta editora foi criada em 2010 por vários elementos que saíram da Oficina do Livro, uma das chancelas do grupo Leya, após ter sido comprada pelo grupo fundado por Miguel Pais do Amaral.

Ler mais: Pais do Amaral: “Neste momento
ninguém paga a ninguém”

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Ricardo Mourinho Félix, Secretário de Estado Adjunto e das Finanças. 
( Filipa Bernardo/ Global Imagens )

“Cidadãos não vão tolerar situações que ponham estabilidade financeira em risco”

Ricardo Mourinho Félix, Secretário de Estado Adjunto e das Finanças. 
( Filipa Bernardo/ Global Imagens )

“Cidadãos não vão tolerar situações que ponham estabilidade financeira em risco”

Lisboa, 22/11/2019 - Money Conference, Governance 2020 – Transparência e Boas Práticas no Olissippo Lapa Palace Hotel.  António Horta Osório, CEO do Lloyds Bank

( Filipa Bernardo/ Global Imagens )

Horta Osório: O malparado na banca portuguesa ainda é “muito alto”

Outros conteúdos GMG
Leya perde Saramago, Sousa Tavares e Tordo