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IFA. Maior feira de tecnologia mundial avança: é presencial e sem público

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IFA 2020 vai ser presencial e decorrer em Berlim para quatro mil pessoas (público em geral fica de fora) para “mostrar ao mundo o melhor da inovação”

É a feira de tecnologia mais antiga do mundo e, em plena pandemia, a IFA 2020 quer mostrar que é possível voltar aos eventos em formato presencial, mesmo que existem restrições e limitações inéditas “para manter todos em segurança, mantendo o objetivo de mostrar o melhor da tecnologia e inovação do ano”. “O regresso e recuperação da nossa indústria começa aqui”. Quem o diz é Jens Heithecker, o diretor executivo da IFA – no formato longo: Internationale Funkausstellung Berlin -, que lembrou também que a feira que começou em 1924 e foi apadrinhada em 1930 por um Albert Einstein numa altura em que a inovação era a rádio mantém a missão que o cientista na altura definiu assim: “O poder da tecnologia e inovação para melhorar o mundo”.

Se em tempos normais a maior feira de eletrónica de consumo da Europa e do mundo, a par com a CES, em Las Vegas, reuniria em setembro, em Berlim, nos pavilhões do Messe Berlin, 250 mil pessoas, este ano tudo será diferente. A organização tomou a decisão de avançar com formato presencial no início de setembro mas, em vez dos seis dias, serão apenas três, de 3 a 5 de setembro.

Einstein na feira de Berlim em 1930

Einstein na feira de Berlim em 1930

Uma IFA, quatro eventos e mil pessoas em cada

O público em geral fica pela primeira vez de fora – presentes estarão membros da indústria, retalho, marcas de inovação e jornalistas – e serão criados quatro eventos isolados distribuídos por quatro áreas, cada pode ter mil pessoas por dia – as autoridades locais só permitem eventos de cinco mil por dia mas a organização quis ficar abaixo do limite “para transmitir maior segurança aos presentes”.

Jens Heithecker admite que as receitas vão cair até porque não terão os 2 mil stands habituais e os lucros “deixam de ser importantes nesta altura”, onde o foco da organização da IFA “é manter este palco de partilha de inovação e colaboração entre marcas e retalho ativo e onde o formato presencial faz a diferença”. O responsável da IFA admite que haverá só dois palcos para conferências, separação entre convidados, entre outras limitações para salvaguardar a segurança que ainda não são anunciadas porque “ainda há grande incerteza sobre a situação e as medidas em setembro podem ser diferentes das atuais”.

Certo é que se a situação em Berlim piorar – “nesta altura está a melhorar a olhos vistos” -, e se for necessário usar um dos pavilhões da Messe Berlin (já equipado para o efeito por questões preventivas) como hospital para doentes coronavírus, o evento é cancelado e passa a ser apenas em formato virtual, admite Jens Heithecker.

As quatro áreas que são estruturais para a feira e se mantém nos tais agora quatro eventos isolados as keynotes e conferência de imprensa (todas no mesmo espaço e limitadas); IFA Next & SHIFT Mobility (demonstração de produtos novos com maior foco na “mobilidade do futuro que faz parte também da vida conetada” também a pensar no Black Friday e no Natal); Global Markets (onde as marcas de inovação e de retalho se podem juntar) e os IFA Business Lounges (espaços para reuniões de negócios).

O presidente da Qualcomm, Cristiano Amon, foi anunciado como um dos principais oradores do evento para falar de 5G e do futuro da internet. Já as conferências de imprensa serão num só local e só poderão estar em simultâneo 800 jornalistas a nível mundial. Serão ainda disponibilizadas alguns conteúdos e apresentação em formato digital, em streaming, abertos ao público.

Foi ainda anunciado que outro evento da mesma organização, na China, o CE China, no final de setembro, vai decorrer nos mesmos moldes. Para o ano a esperança é que volte “alguma normalidade”.

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