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Marcas. As novas regras para fintar o algoritmo do Facebook

Mark Zuckerberg
Mark Zuckerberg

Na conferência de vídeo online VidCon, uma empresa especialista na rede social desvendou o que fazer para recuperar o alcance perdido pelas marcas.

Mark Zuckerberg está em guerra com o YouTube. E com o Google. E com o Snapchat. O algoritmo do Facebook é a sua arma, e é por isso que muitas marcas e personalidades com páginas oficiais na rede social começaram a sentir que perderam poder nos últimos tempos. Não, a audiência não deixou de gostar das suas publicações. O Facebook é que pode não gostar de onde elas vêm.

“Neste momento, o Facebook e o YouTube estão em guerra, e não estou a brincar quando digo que é uma guerra. Se puser links do YouTube no Facebook, não vai ter qualquer alcance orgânico”, revelou Gavin McGarry, CEO da Jumpwire Media, numa sessão que deixou muita gente de queixo caído na VidCon. Foi um momento quase caricato: na maior conferência mundial de vídeo online, que é dominado pelo YouTube, um especialista em envolvimento de marcas recomendou que toda a gente evite partilhar vídeos do YouTube no Facebook.

“Neste momento, o Facebook e o YouTube estão em guerra, e não estou a brincar quando digo que é uma guerra. Se puser links do YouTube no Facebook, não vai ter qualquer alcance orgânico”, disse Gavin McGarry.

Está tudo relacionado com o novo algoritmo da rede social, que organiza as histórias no feed de notícias e hierarquiza a forma e a frequência com que aparecem. “O que Mark Zuckerberg fez quando mandou o Twitter abaixo está a fazer agora com o YouTube. Eu não poria nada relacionado com Google ou YouTube no Facebook”, reiterou o executivo.

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A sessão foi uma espécie de aula em como desmontar o algoritmo do Facebook e aumentar o alcance orgânico das páginas das marcas, isto é, o alcance que uma publicação tem sem o recurso a anúncios pagos.

Se não se deve publicar vídeos do YouTube, o que fazer? Algumas marcas estão a carregar os vídeos na plataforma detida pela Google, embebem numa publicação do blogue e depois partilham esse link no Facebook. “Mas Mark Zuckerberg penaliza quem sai da sua plataforma, fortemente. Procure outras páginas que têm o vídeo”, reforça.

Publicar com smartphones
É provavelmente algo que muitas marcas não fazem, mas tem resultados estrondosos. McGarry recomenda que algumas das publicações diárias sejam feitas diretamente através de um smartphone – não de um computador ou um iPad. “Tirámos muitos dos nossos clientes do desktop e pusemo-los a publicarem através do smartphone, e vimos 5% a 6% de aumento no alcance orgânico”, refere a executiva. “Porquê? Porque o Facebook seleciona pessoas reais que estão a fazer coisas normais.” Quando se usa o desktop, o algoritmo percebe que se trata de uma agência.”Publique umas duas vezes por dia,, por exemplo, uma foto que foi tirada com o smartphone.” É desaconselhado o uso de fotografias de agência, tipo stock photos, porque o algoritmo peneira a rede à procura destas fotos e despromovem essas publicações.

Usar emojis e errar na gramática
Sim, isto é um conselho a sério: a Jumpwire Media descobriu que as publicações que incluem emojis e alguns erros gramaticais conseguem maior alcance orgânico, porque é isso que as pessoas “normais” fazem, e o que o algoritmo quer é impulsionar estes conteúdos.

Vídeo ao vivo
O mínimo para ver resultados com os vídeos ao vivo, Facebook Live, é transmitir durante pelo menos 15 minutos. E pode fazer videos diariamente; a gigante instalou os seus próprios servidores para vídeos e as celebridades que transmitem durante uma hora estão a ter bons resultados.

O responsável também aconselhou a optar por vídeos quadrados, porque carregam mais depressa e têm melhor aspeto nos smartphones, que é onde toda a gente está a ver vídeos por estes dias.

Frequência das publicações
Lembra-se de quando toda a gente avisava para as overdoses de publicações no Facebook? Esqueça isso. O algoritmo está diferente e essas publicações não serão mostradas a todos os seguidores. McGarry diz que o mínimo é publicar uma vez a cada duas horas.

O CEO da Jumpwire Media está neste momento a escrever um livro sobre como aumentar o envolvimento e o alcance dos fãs, não apenas no Facebook mas também no Snapchat – que este ano mais que tomou de assalto a VidCon. Mark Suster, “angel” e partner da Upfront Ventures, disse mesmo que esta será a grande plataforma do futuro. Mas só se Mark Zuckerberg – que tentou comprar a rede social por 3 mil milhões há três anos – não o puder evitar.

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