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Meo diz que quer ser marca de intervenção em campanha contra violência de género

Alexandre Fonseca, Presidente Executivo da Altice.

( Gustavo Bom / Global Imagens )
Alexandre Fonseca, Presidente Executivo da Altice. ( Gustavo Bom / Global Imagens )

A operadora diz que está apostada em ser “marca de intervenção”. Durante um mês, o logótipo Meo ganha o símbolo da mulher.

Diz-se ‘o’ Meo, mas por um mês a operadora do grupo Altice vai assumir o género feminino. A marca de telecomunicações lançou esta quarta-feira um novo logótipo, onde entra o símbolo de Vénus e que vai ser imagem ao longo de todo o mês de março. A ideia é assinalar não só o Dia Internacional da Mulher, mas posicionar-se também ao lado da causa do combate à violência doméstica.

A mensagem é passada em parceria com a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV): “Não Fique à Espera”. E a ideia é dar a ouvir testemunhos de vítimas de violência doméstica numa mensagem que será toque de espera em todos os call centres dos serviços da operadora durante três dias – de 8 a 10 de março – e que poderá ser também descarregado a partir desta sexta-feira. Por cada vez que alguém o fizer, a Fundação Altice promete dar um euro à APAV.

“A alteração que nós decidimos este ano, em termos de comissão executiva, foi transformar a nossa marca comercial Meo também numa marca de causas. O que vai passar a acontecer é que, além do trabalho que a Fundação Altice tem vindo a desenvolver e vai continuar a desenvolver, a própria marca Meo vai passar a assumir, nas vezes que forem necessárias ao longo do ano, causas”, afirmou Alexandre Fonseca, o presidente executivo da Altice, na apresentação da iniciativa esta tarde. Segundo o responsável, “seguir-se-ão outras causas, igualmente importantes na vida da sociedade portuguesa”.

A Fundação Altice – antiga Fundação PT – surge agora redenominada, e orientada para uma maior associação à marca comercial Meo nas iniciativas de responsabilidade social. A Altice não revela no entanto os valores que pretende associar a esta missão. “Mais importante do que números, hoje, o que é importante é falar da necessidade de denunciar, de não ficar à espera”, defendeu Alexandre Fonseca.

A Associação de Apoio à Vítima, parceira desta iniciativa, é responsável pelo número de apoio 111 006, a linha gratuita e confidencial através das qual as vítimas de violência podem denunciar abusos e pedir ajuda. O atendimento funciona nos dias úteis, das 9h às 21h.

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