Arte

Mercado online de arte cresce 15% para 3,3 mil milhões de euros

Black Hat IV, de Alex Katz, vendida online . Fotografia: D.R.
Black Hat IV, de Alex Katz, vendida online . Fotografia: D.R.

O mercado online de arte cresceu 15% em 2016, face a 2015, passando a representar 8,4% do mercado global de arte

As vendas online são uma realidade em expansão, e a arte não é uma exceção. O mercado online de arte cresceu 15%, em 2016, atingindo os 3.750 milhões de dólares (cerca de 3.335 milhões de euros), “um valor muito positivo”, tendo em conta que, de acordo com a TEFAF – The European Fine Art Fair1, “o mercado de arte cresceu em média 1,7%”.

Com este crescimento, o mercado online de arte representou, em 2016, 8,4% do mercado global de arte, em comparação com 7,4% em 2015. Estas são apenas algumas das conclusões do 5º estudo “O Mercado Online de Arte”, realizado anualmente pela Hiscox, seguradora especializada em seguros de obras de arte, exposições, museus, galerias e coleções particulares.

De acordo com Gonçalo Baptista, diretor-geral da Innovarisk, representante da Hiscox em Portugal, “o mercado online de arte continua a crescer apesar da desaceleração do mercado global de arte. Reconhecidas marcas globais como a Sotheby’s e a Christie’s começam a dominar o ranking da Hiscox de plataformas online de venda de arte (The Hiscox Online Art Sales Platform Ranking), posicionando-se como principais impulsionadores da transformação digital do setor”.

De acordo com o estudo da Hiscox, acrescenta Gonçalo Baptista, “tudo aponta para que, seguindo a tendência de subida registada nos últimos cinco anos, os resultados deste mercado poderão ultrapassar os 9.000 milhões de dólares (cerca de 8 mil milhões de euros) em 2021. Há algum tempo que se observa uma consolidação do mercado online de arte, embora ainda não tenha acontecido a uma escala significativa. No entanto, esta transformação vai acontecer, como indicam 71% das plataformas online de arte entrevistadas para o estudo da Hiscox.”

Por enquanto, pode referir-se que, já em 2016, verificou-se uma mudança significativa na estratégia de vendas online das empresas mais tradicionais. Sotheby’s, Christie’s e Heritage Auction registaram mais de 720 milhões de dólares (641 milhões de euros) em vendas digitais, o que representa 19% do mercado online de arte.

No caso concreto da Christie’s, a leiloeira mais antiga do mundo, as vendas aumentaram 84% nestes canais. A Heritage Auction, uma das empresas que mais aposta nestes novos canais, confirmou que 41% das vendas já são feitas online, totalizando 348,5 milhões de dólares (310,3 milhões de euros), um aumento de 1,3% face a 2015.

Relativamente às galerias, em 2013 apenas 15% dos entrevistados tinha planeado trabalhar com plataformas digitais. Em 2016, o número chegou a 26% e continua a aumentar: 27% dos entrevistados espera desenvolver em 2017 uma estratégia de e-commerce.

Além disso, 49% das galerias que vendem arte pelos canais digitais estão a fazê-lo através de terceiros. O estudo acrescenta que 3 em 4 galerias (74%) acreditam que as vendas online de arte deverão crescer menos do que 10% ao longo dos próximos 12 meses. Um número que contrasta com as taxas de crescimento vivenciadas por muitas das plataformas de arte em 2016.

Nas redes sociais, “o Instagram emergiu como o canal mais importante no mundo artístico, com 57% dos compradores de arte entrevistados a afirmar que esta é a plataforma mais usada (48% em 2016 e 34% em 2015) versus 49% que afirmaram que o Facebook era a sua plataforma de social media preferida (54% em 2016)”. Também as galerias e comerciantes tradicionais usam as redes sociais como ferramenta. 91% das galerias entrevistadas afirmou que utilizam ativamente estes meios para promover a sua galeria, as suas obras de arte e/ou artistas. Também as leiloeiras o fazem. A Sotheby’s viu os seus seguidores do Instagram crescer 102% entre março 2016 e março de 2017, e tem atualmente mais de 430.000 seguidores, enquanto que a Christie’s tem 267.000 (mais 78% que em março de 2016).

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