E3

Mercado português de videojogos dá sinais positivos

O jogo Spider-Man, que chega em 2018 à PlayStation 4, foi um dos destaques da Sony na E3
O jogo Spider-Man, que chega em 2018 à PlayStation 4, foi um dos destaques da Sony na E3

O aumento da confiança dos consumidores na economia está a ter impacto positivo no mercado de videojogos, dizem empresas e distribuidores.

Este será um ano de crescimento em todas as frentes no mercado de videojogos, segundo as previsões das duas maiores marcas de consolas, Sony e Nintendo, e uma das maiores distribuidoras de jogos em Portugal, EcoPlay. No rescaldo da feira da indústria em Los Angeles, E3, as perspetivas para o resto do ano são bastante positivas: os consumidores portugueses estão a reagir bem aos novos lançamentos e o aumento da confiança na economia está a ajudar nas vendas.

“Os smartphones vieram tirar uma quota de mercado que era das consolas portáteis, que agora é quase só a Nintendo 3DS por causa das suas licenças específicas”, diz ao Dinheiro Vivo Pedro Resende, gestor de produto da EcoPlay. Esta quebra parece estar a ser ultrapassada. “A confiança dos consumidores já parece diferente, há mais expectativas positivas”, refere o responsável, sublinhando que os indicadores são bons e os novos lançamentos prometem ajudar. A empresa, que todos os anos se desloca a LA para a E3, representa dezenas de estúdios com alguns dos maiores franchises do mercado – desde Activision e Bethesda a Konami e Capcom.

Entre os jogos que a EcoPlay trará para Portugal, destacam-se Wolfenstein II: The New Colossus e The Evil Within, da Bethesda, Pro Evolution Soccer 18 e Metal Gear: Survive, da Konami, Marvel vs Capcom: Infinite e Monster Hunter: World para PlayStation 4, da Capcom, Crash Bandicoot N.Sane trilogy e Call of Duty WWII da Activision, Destiny 2 da Bungie, Sonic Forces da Sega e ainda as adições à saga Final Fantasy, como Stormblood.

Quase todos terão versão portuguesa apenas do Brasil, conta o responsável. “Dificilmente teremos jogos em português de Portugal, tirando os jogos próprios da Sony. Eles têm esse trabalho e já o fazem há algum tempo”, refere.

A localização é um dos fatores que explica o domínio da PlayStation no mercado português, além da fidelidade dos consumidores nacionais às suas marcas preferidas. Jim Ryan, CEO da Sony Interactive Entertainment Europe, considera que Portugal está a caminhar a passos largos para ser um mercado maduro. “Não há receita mágica, é uma combinação de investimento nas pessoas e em marketing. Uma coisa muito importante e muito difícil é a localização. Tomámos esta decisão para Portugal há muitos anos e fomos os primeiros a fazê-lo, a localizar o software, os nossos jogos e a encorajar as editoras a localizarem os seus jogos em português”, lembra. “Dá muito trabalho mas compensou.”

A Sony está agora a fazer o mesmo esforço na Europa de Leste, onde os mercados estão muito verdes. “Uma das coisas que fizemos, e Portugal foi parte disto, é que estamos a ter sucesso em fazer crescer uma cultura de jogo em países europeus onde ela não existia”, indica Ryan. A PS4 deu um salto de dois dígitos em Portugal no ano passado, atingindo um ano recorde de vendas, e em 2017 deverá manter o crescimento, ao contrário de outros mercados que foram early adopters.

“A Península Ibérica está a assistir a um crescimento robusto, em parte porque as economias estão em melhor forma, e também porque o preço de 299 euros foi importante para atrair pessoas”, diz o responsável ao Dinheiro Vivo. “Portugal vai crescer este ano.”

No final do ano passado, a Sony lançou uma versão mais cara e de maior qualidade da sua consola, PlayStation 4 Pro, e também esta se revelou uma aposta bem-sucedida. “Se tivéssemos produzido mais teríamos vendido mais. Esgotou rapidamente em Portugal”, salienta Jim Ryan.

Do outro lado da barricada, a Nintendo Portugal também reportou melhores números que o resto das subsidiárias europeias. As vendas da consola portátil 3DS subiram 57% e as receitas globais tiveram um incremento de 4%. Agora, o responsável de produto Nelson Calvinho espera um ano ainda melhor com a consola híbrida Switch e os novos jogos que aí vêm, como Super Mario Odyssey e Metroid Primus 4. “O peso da Nintendo portuguesa cresceu em relação a todos os mercados europeus”, refere o responsável. “Alguma coisa está a mudar.”

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