Não tem Facebook? O patrão e o psiquiatra vão achar isso suspeito

O Facebook fez alterações à governação
O Facebook fez alterações à governação

Depois de chegar a um sétimo da população mundial, o Facebook tornou-se praticamente obrigatório. O que significa que quem opta por uma vida sem Facebook é, no mínimo, diferente.

Mas para alguns patrões e psiquiatras, essa rejeição da rede social é um sinal de psicopatia. Têm surgido várias histórias relacionadas com esta nova forma de abordar os motivos pelos quais alguém não está no Facebook ou já esteve e o abandona.

Primeiro, foi a revista alemã Der Taggspiegel que publicou a opinião de um especialista sobre Anders Breivik, o assassino da Noruega, e James Holmes, o assassino do Colorado: nenhum deles tinha presença no Facebook. O psicólogo Chrisstopher Moeller disse à revista que usar o Facebook transformou-se num sinal de “vida social saudável”.

Depois foi o especialista tecnológico da Slatecom, que na sua coluna de opinião escreveu que os jovens não devem ter encontros ou andar com pessoas que não estejam no Facebook.

A Forbes analisou estes exemplos e a repórter Kashmir Hill acrescenta que já esbarrou com patrões a questionar-se porque é que um potencial empregado não tem Facebook. Será que eliminaram a conta porque tinha conteúdo comprometedor? Estarão a esconder alguma coisa?

“É cada vez mais esperado que toda a gente esteja no Facebook de alguma forma. A ideia de que um resistente ao Facebook seja um assassino em série potencial, um empregado suspeito ou uma pessoa infiel é obviamente pobre, mas parece que está a crescer uma assunção negativa sobre aqueles que rejeitam a chamada da gigante azul”, escreve Hill. A especialista reconhece que é muito arriscado fazer uma ligação entre a ausência de conta no Facebook e problemas sociais, mas o facto é que cada vez mais pessoas a fazem.

Um bom exemplo, diz a Forbes é o de Katherine Losse, a ex-executiva do Facebook que deixou a empresa e fechou a sua conta quando ficou rica com a entrada em bolsa. Losse acabou por abrir uma nova conta.

“Não dá para fugir. É tudo e está em todo o lado”, disse ao Wahington Post. “Neste momento, é preciso tentar lidar com toda esta tecnologia em vez de a rejeitar, porque obviamente não a podemos rejeitar inteiramente”.

Em Portugal, por exemplo, são frequentes os casos em que jovens resistentes ao Facebook tiveram de se render por causa das faculdades. Muitas criam grupos na rede social e é lá que marcam aulas de substituição, fornecem informações e colocam links. Sem Facebook, parte da vida estudantil fica perdida na rede.

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