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Imparável: Nintendo já vendeu 26 mil consolas Switch em Portugal

Gonçalo Brito, relações públicas da Nintendo Portugal, ao lado de uma Pokémon Eevee na E3 2018
Gonçalo Brito, relações públicas da Nintendo Portugal, ao lado de uma Pokémon Eevee na E3 2018

Nintendo já vendeu 26 mil consolas Switch no mercado português, com as vendas a subirem 15% face ao ano passado.

A Switch é oficialmente um sucesso em Portugal, com 26 mil unidades vendidas até à data. Só na primeira metade do ano, a Nintendo vendeu mais 6 mil consolas Switch, sendo que as vendas estão neste momento a crescer 15% face a 2017. De acordo com dados revelados ao Dinheiro Vivo pelo responsável de relações públicas da subsidiária, Gonçalo Brito, este desempenho da consola alavancou também vários títulos de software. Três jogos já venderam mais de 10 mil unidades cada: “Mario Kart 8 Deluxe”, “Super Mario Odyssey” e “The Legend of Zelda: Breath of the Wild.”

Em pouco mais de um ano de mercado, a Switch ultrapassou cinco anos de venda da Wii U e deu à Nintendo Portugal um grande fôlego, provando que a marca continua a exercer um fascínio sui generis no imaginário dos portugueses. Essa tendência deverá continuar com os novos lançamentos feitos na E3, maior feira de entretenimento eletrónico da indústria, onde Gonçalo Brito identificou quais os que serão mais interessantes para o mercado nacional.

“O mais diferenciador é o novo Pokémon que foi lançado”, disse ao Dinheiro Vivo, referindo-se aos títulos “Let’s Go, Pikachu!” e “Let’s Go, Eevee!” A novidade nestes jogos é que ligam a Switch à aplicação para telemóvel Pokémon Go. “É uma coisa um bocado revolucionária, porque o telemóvel deixou de ser concorrente. Eles arranjaram uma forma genial de juntar as coisas”, considera o responsável. “Tem este paradigma tecnológico interessante, o telemóvel deixa de ser visto como uma coisa concorrente. É uma sinergia que até agora não existia.”

A complementar a novidade, a Nintendo vai lançar um comando em forma de bola, o Poké Ball Plus, com preço a rondar os 50 dólares. Usa-se para apanhar Pokémon de forma mais realista, com várias possibilidades de movimentos, podendo depois ouvir o som do monstro capturado dentro da bola. Os jogos saem a 16 de novembro e a expectativa é grande, explica o responsável. “O Pokémon é uma máquina de imprimir dinheiro”, resume. “Em Portugal também é incrível, é uma comunidade muito aficionada.”

Os outros destaques para o mercado português são os jogos Super Smash Bros. Ultimate (7 de dezembro) e Super Mario Party (5 de outubro). Gonçalo Brito indica que os jogos de competição têm muitos fãs em Portugal e diz que o apelo do Ultimate é ter todas a personagens que alguma vez existiram nas quase duas décadas da série, além de um gameplay totalmente novo. “Parece-me que vai ser muito bem recebido”, vaticina.

No caso do Super Mario Party, será possível juntar duas Nintendo Switch e transformá-las num ecrã só, com um máximo de oito jogadores. Em termos de outros jogos, há expectativa quanto ao FIFA 19, que é sempre muito aguardado, e ao Monster Hunter Generations Ultimate, uma saga que tem muitos fãs no país. “As pessoas gostam de capturar coisas em Portugal”, brinca o responsável, aludindo ao sucesso deste tipo de jogos e que foi mais que confirmado com o Pokémon Go. Destaque também para “Xenoblade Chronicles 2” e para a disponibilização gratuita do Fortnite para Switch, que nas primeiras 24 horas foi descarregado por dois milhões de jogadores em todo o mundo.

A loucura do Nintendo Labo

Chegou há pouco mais de um mês e já é uma das novas loucuras Nintendo em Portugal. O Labo junta kits faça-você-mesmo com a Switch para integrar o físico e o digital, permitindo às famílias brincarem juntas. “É uma coisa que está a correr muito bem em Portugal”, refere Gonçalo Brito. “Temos feito vários eventos com o Labo e é incrível ver a reação das pessoas, os pais a juntarem-se com os miúdos, fora quando não empurram os miúdos para serem eles a fazer”, conta. “É a família à volta da mesa, tudo a sorrir, a montar brinquedos de papelão que vão ser usados para jogar com a Switch.”

O Labo faz parte da estratégia para o mercado infantil, que nos últimos anos cresceu bastante à conta do Yokai Watch e do Pokémon. O que justifica a boa receção, acredita o responsável de relações públicas, é o facto de afastar as pessoas do monitor. “Os pais são de uma geração onde havia trabalhos manuais efetivos e têm saudades disso. Sentem que são melhores pais a porem os miúdos a mexerem nas coisas”, acredita. É uma forma de compensar o facto da componente física estar a desaparecer com a digitalização das coisas.

Em termos de estratégia, este é um dos pilares da Nintendo Portugal, que se desdobra em três áreas: jogadores mais hardcore, jogos competitivos (tipo torneios) e jogos familiares. “Vai haver eventos nessas três vertentes”, promete Brito.

A tarefa é facilitada pela Switch, que permite jogar em casa, na rua, no café, comboio ou restaurante, com mais que uma pessoa. “Continuamos a apostar imenso nos jogadores puros e duros. Depois há o lado mais familiar competitivo, onde vai haver uma aposta grande com o Splatoon 2 e o Smash Bros. E depois, do outro lado, o 1-2-Switch e o Labo, o convívio em família”, resume.

O responsável nota ainda que se vê cada vez mais portugueses com a Switch fora de casa, muitas vezes personalizada, denotando um certo orgulho na consola. E elogia a diferenciação do público português. “Portugal é um país muito específico no que toca a videojogos”, afirma. “A nossa literacia linguística e tecnológica desafia o nosso poder de compra.”

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