E3

Nintendo Switch dá salto de 57% em Portugal

Gonçalo Brito, relações públicas da Nintendo Portugal, junto ao Luigi na mansão assombrada da E3 2019
Gonçalo Brito, relações públicas da Nintendo Portugal, junto ao Luigi na mansão assombrada da E3 2019 Ana Rita Guerra

A Nintendo vendeu 65 mil consolas Switch em Portugal desde o lançamento, quase o triplo do que tinha vendido por esta altura no ano passado

A consola híbrida da Nintendo já tinha dado nas vistas quando foi lançada, mas as vendas deram um salto ainda maior depois do verão de 2018. Em Portugal, já foram vendidas mais de 65 mil consolas Switch, 2,5 vezes mais do que tinha sido vendido por esta altura no ano passado. O modelo é o de mais rápido crescimento de sempre a seguir à Wii e o ritmo acelerou vários meses depois do lançamento, com as vendas do hardware a subirem 57% de 2018 para 2019 e a impulsionarem o segmento de software, que disparou 102%.

“Tem-se conseguido ir buscar mercados diferentes”, disse ao Dinheiro Vivo o responsável de relações públicas da Nintendo Portugal, Gonçalo Brito, na feira E3 que decorre em Los Angeles. “As razões são cumulativas: mais jogos”, sintetizou. O Super Mario Odyssey, que foi lançado há dois anos na E3 2017, tornou-se um clássico quase instantâneo e gerou um efeito multiplicador nas vendas, já que a ligação entre o jogo e a compra da consola (attachment rate) é de 50%. “Isto significa que 50% das pessoas que compram Switch é para jogarem Odyssey”, explicou Gonçalo Brito.

Além do Odyssey, os jogos que mais levaram os consumidores portugueses até à consola híbrida da Nintendo foram o Pokémon Let’s Go, Eevee e Let’s Go, Pikachu!, The Legend of Zelda: Breath of the Wild e Super Smash Bros. Ultimate. Este último tornou-se o jogo que mais vendeu em menos tempo na história da Nintendo, um sucesso que talvez não se previsse aquando do lançamento, há um ano. “É um grande impulsionador de vendas”, referiu Gonçalo Brito. É “um jogo de luta sem sangue nem violência”, com muitas personagens clássicas e embates que apelam à nostalgia.

Os destaques da E3

Na grande feira anual de videojogos, a Nintendo tem um espaço ainda maior este ano, e com um conceito quase de feira popular. Para assinalar o lançamento do Luigi’s Mansion 3, foi construída uma mansão assombrada, onde as pessoas jogam quase às escuras e há hologramas de fantasmas a pairar sobre o espaço. Este jogo de caça-fantasmas, que chega ainda este ano, inclui o modo “Gooigi”, em que Luigi se torna numa substância pegajosa verde para superar alguns obstáculos.

Outra zona é dedicada ao Pokémon Sword e Pokémon Shield e traz para a realidade um ginásio de treino dos monstrinhos, com provas dinâmicas em que é possível participar. Ao lado, há uma pista de tartan e uma parede para fazer escalada, assinalando a parceria com a Sega no jogo Mario & Sonic at the Tokyo Olympic Games 2020. As filas de jogadores que esperam a sua vez serpenteiam nos corredores entre estas zonas temáticas, espelhando o interesse nas novidades que a marca nipónica anunciou.

Gonçalo Brito a jogar "Link's Awakening"

Gonçalo Brito a jogar “Link’s Awakening”

“Em 2019, a grande aposta da Nintendo é em quantidade de títulos de qualidade”, considerou Gonçalo Brito. “O que está a deixar as pessoas surpreendidas é que são muitos e muito bons.” O responsável destaca, para o mercado português, o Marvel Ultimate Alliance 3: The Black Order (19 de julho), Fire Emblem: Three Houses (26 de julho) e o remake de The Legend of Zelda: Link’s Awakening para a Switch (20 de setembro).

E claro, o novo Sword e Shield, “que é finalmente o realizar do sonho de jogar Pokémon sem ser nas portáteis, o RPG full fledged numa consola híbrida.” Será um dos maiores lançamentos e está marcado para 15 de novembro. Gonçalo Brito relembra que o Pokémon Go foi decisivo para atrair novos jogadores para o universo Nintendo.

“O Go é muito popular em Portugal e sentimos que fomos buscar para a Switch muita gente que nunca tinha jogado”, disse o responsável. “Sentimos isso, em termos demográficos, ao fazermos eventos nas superfícies comerciais.”

Gonçalo Brito no ginásio Pokémon na E3 2019

Gonçalo Brito no ginásio Pokémon na E3 2019

Os títulos de terceiros anunciados para Switch nesta E3 também surpreenderam o mercado, frisou Brito, destacando The Witcher 3 da CD Projekt Red (os criadores de Cyberpunk 2077), Resident Evil 5 e 6, da Capcom, The Elder Scrolls: Blades e Doom Eternal, da Bethesda, e Final Fantasy: Crystal Chronicles Remastered, da Square Enix. “São coisas que não estávamos habituados a ver em consolas como a Wii”, disse Brito. “É a prova de que a Switch é aquela consola para toda a gente.” Em Portugal, o responsável garante que há famílias que compram duas ou mais consolas Switch, pela sua versatilidade. “Está a tentar trazer o melhor de vários universos, do mais hardcore à família, e é por isso que tem estado a dar-se tão bem no mercado.”

Prova disso é o interesse das “mommy bloggers” e influenciadores de lifestyle no Nintendo Labo, que agora tem um kit de realidade virtual. “É uma abordagem diferente e está a ter uma aceitação muito maior”, frisou o responsável.

Tal ajuda a explicar também que o ritmo de vendas ainda esteja a subir, mais de ano e meio depois da chegada da consola. “Depois de crescer 13% em 2018, as vendas da Nintendo em Portugal estão a crescer 35% em 2019”, indica Gonçalo Brito, explicando que o desempenho do mercado está acima da média europeia porque partiu de uma base inferior. “Portugal só agora atingiu o pico do otimismo, há um crescimento da área tecnológica e nós estamos a ser levados com isso”, explicou. A Switch já tem massa crítica e há mais software para interessar a diferentes públicos, uma diferença esmagadora em relação à WiiU, que sofreu com alguma confusão de branding. “Faltava-lhe um bocadinho assim para ter o que a Switch já pode trazer”, afiançou Gonçalo Brito, reforçando o bom momento da marca. “Está-se a conseguir levar vários tipos de jogos a diferentes pessoas.”

 

Correção: uma versão anterior do texto referia que o crescimento global da Nintendo Portugal foi de 130%. A informação dada pela empresa foi corrigida para 35%

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