“No boletim não votam no Luís Filipe Menezes votam no PSD”

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Luís Filipe Menezes, antigo líder do PSD, apresentou esta semana os seus cartazes de campanha para as autárquicas.

Nos outdoors do candidato à Câmara Municipal do Porto uma ausência: o símbolo do PSD e qualquer referência ao partido pelo qual Menezes se candidata à segunda maior autarquia do País.

O distanciamento ao PSD é claro. A começar pelas cores dos posters. “A escolha do azul, cor que não é associada ao laranja do PSD , mas sim à calma. É uma cor que transmite confiança às pessoas”, analisa Tânia Mealha, psicóloga com uma pós-graduação em Psicologia Política na Universidade de Standford, nos EUA.

Sem fazer referência à afiliação partidária, em termos de comunicação a campanha opta por “pistas não textuais”, diz Tânia Mealha.Ou seja, pistas como a cor dos cartazes (o azul) e os rostos sorridentes.

Ver os cartazes aqui

“Mesmo as frases [dos cartazes] vão ao encontro do que acham que são as preocupações das pessoas que vivem no Porto”, continua Tânia Mealha. Ou seja, “cria uma envolvência com o eleitorado que não passa por uma filiação partidária”, sintetiza.

Rodrigo Saraiva – diretor geral da consultora Parceiros de Comunicação e um dos promotores do blogue Imagens de Campanha – desvaloriza a retirada do símbolo do PSD dos cartazes de Luís Filipe Menezes.

A invisibilidade do partido na comunicação autárquica, numa tentativa de “fugir ao voto de protesto”, é “muito mais relevante com candidatos com uma menor notoriedade, do que no caso de Menezes”, argumenta Rodrigo Saraiva. Pela sua elevada notoriedade, o candidato à Câmara Municipal do Porto “não tem como fugir ao relacionamento com o PSD”. Pelo contrário, o seu reconhecimento público permite-lhe avançar com uma campanha sem estar “encavalitado no partido”.

O consultor, que desde 2009 analisa a comunicação eleitoral no blogue Imagens de Campanha, recorda ainda que não é incomum figuras com forte notoriedade focarem as campanhas na personalidade e não no partido. “O Moita Flores tem uma notoriedade tal que, numa primeira fase, sequer aparecia nos cartazes”, da candidatura à Câmara de Oeiras, exemplifica. E já em 2009, na campanha de candidatura a Gaia (em coligação PSD/CDS), Menezes apostava numa comunicação apartidária. Melhor com com um: a cidade de Gaia.

E, com ou sem logótipo de partido nos cartazes, quando chega ao dia de votar “no boletim não vão votar no Luís Filipe Menezes vão votar no PSD”

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