Há vida para lá da PUB

No Porto há uma Vitrine que espera por si

Marco Silva Dias, do 2034, é o criativo por trás da Vitrine.  É nas galerias Lumiére no Porto
Marco Silva Dias, do 2034, é o criativo por trás da Vitrine. É nas galerias Lumiére no Porto

Marco Silva Dias, do 2034, tem um espaço aberto para receber os criativos. É nas galerias Lumiére. Chama-se Vitrine.

Marco Silva Dias gosta da palavra Vitrine. E gosta ainda mais de Arte. Com “A” grande.

No Porto, nas galerias Lumiére, mesmo ao lado do teatro Carlos Alberto, o fundador do 2034: Communication and Arts e o criador da exposição Sueca Portugal encontrou o espaço ideal para juntar essas duas paixões ao qual deu o nome (adivinharam) de Vitrine.

O espaço é creative friendly. Está aberto aos criativos de todas as disciplinas. E para exibir na Vitrine tem apenas de falar com o Marco. O objetivo? “Rodar. Rodar o mais possível. Experimentar. Divulgar. Criar. Mostrar”, diz Marco Silva Dias ao Dinheiro Vivo.

 

Como surgiu a ideia para a Vitrine?

O objetivo é estar sempre próximo da Arte. A palavra que me move, na verdade, que me envolve, que me trai e que me é fiel. Palavra que persigo desde sempre, desde os primeiros desenhos, desde a Escola Soares dos Reis até à Faculdade de Belas Artes, desde o Porto, desde as capas, as ilustrações e o design editorial na Areal editores, desde a AVVA, desde a Sino, e em frente por Lisboa onde tanta direção de arte fiz em tantos sítios, e faço, como curador para as artes do CCP, sempre com um grande entusiasmo (sobretudo pela colaboração com esta direção do CCP que considero excecional).
Há tanto tempo que persigo a arte que é inevitável, tenho que continuar a estar ligado a esta palavra o máximo que puder! Mas ainda vou a meio e, a meio do caminho, houve uma oportunidade de aproveitar um espaço vago no Porto e assim nasceu a Vitrine. Poderei, num micro-espaço expor, o mais multidisciplinarmente possível, Arte. Arte em todos os sentidos, em qualquer sentido. Desde que me faça sentido. Quem quiser mostrar na Vitrine alguma obra ou trabalho artístico, é bem-vindo/a. E, para mim, a ideia ficou fechada quando uma pessoa me sugeriu o nome: Vitrine. Aí tudo fez sentido. Até porque eu gosto de palavras assim, tipo: marquise, alçapão, dispensa, vitrine. Não sei explicar bem porquê. Mas gosto.

 

Veja a a Vitrine aqui

A Vitrine está aberta a todos os criativos, a algum tipo de arte/produção artística? É gratuita, tem um tempo pré-definido de exibição?

A Vitrine estará aberta a todos os que quiserem expor os seus trabalhos, numa lógica de busca e representação de Arte. E esta palavra é difícil. O que é Arte, ou o que tem arte, depende do sujeito que se lhe depara. Neste micro-espaço, nesta montra experimental, procurarei abrir o leque de possibilidades ao máximo. Artistas, designers, diretores de arte, fotógrafos, ilustradores, criadores em geral, todos serão bem vindos. E claro também haverá uma dimensão digital de divulgação e informação sobre o funcionamento da Vitrine.

As obras podem ser adquiridas?
Sim, tudo o que estará exposto na Vitrine, e divulgado num micro-site, tal como o micro-espaço, e nas redes sociais, poderá ser comprado por um valor que reverte em maior percentagem para os seus autores, quem expõe. Até porque considero as percentagens praticadas e exigidas pelas galerias de arte iníquas. Como tenho uma micro-renda, posso arriscar a ganhar menos do que o artista, tentando sempre fazer o máximo que puder para estar perto dessa palavra que persigo: Arte.

É ao lado da Poetria. É um projeto no qual também estás envolvido?
A Poetria existe desde 2003, nas Galerias Lumière, e é um espaço onde apenas moram livros de poesia e de teatro. E eu também de certa forma, atuando entre outras áreas na promoção da mesma. Além disso é uma livraria de uma pessoa que me é muito próxima e que me ajudará na gestão da Vitrine.
No fundo, é uma livraria especializada nesses dois géneros literário que, para além do comércio lúdico-cultural, promove e participa em atividades que estejam relacionadas com estes géneros, procurando ser um espaço de ponto de encontro, de troca de informação entre pessoas, livros e divulgação da poesia e do teatro. Recentemente fizemos, por exemplo, uma sessão dedicado ao Paulo Cunha e Silva, figura central e incontornável da cultura do Porto.
Assim, como a Vitrine é mesmo ao lado da Poetria, permitir-me-à deslocar o interesse cultural de um sítio para o outro, sem eu precisar de ter uma presença fixa.

Qual é o passo seguinte? Fazer um livro ou outra iniciativa com as diversas obras em exposição?

Rodar. Rodar o mais possível. Experimentar. Divulgar. Criar. Mostrar.
Para já, a ideia é fazer a montra. Se bem que a ideia de compilar num livro as obras mais marcantes em exposição não esteja descurada. Mas cada passo a seu tempo.

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