Novidades Apple: iPhones com toque 3D, iPad com caneta e Apple TV

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Praticamente tudo o que circulou como rumor foi confirmado no grande evento da Apple esta quarta-feira, em São Francisco.

O lançamento mais esperado era o dos dois novos iPhones, 6s e 6s Plus, que foram os últimos a serem apresentados. Em vez de um redesenho completo, como no ano passado, a Apple seguiu a tradição de refrescamento. As pré-reservas começam no próximo sábado e os iPhones vão para as lojas a 25 de setembro – mas apenas em dez países, um grupo do qual Portugal não faz parte.

A tecnologia mais importante que chegará com estes modelos é o 3D touch, ou toque 3D. Consiste num mecanismo que deteta a pressão exercida pelos dedos e oferece várias opções diferentes – uma espécie de botão direito do rato. A gestos como fazer zoom e deslizar, adicionam-se agora “peek” e “pop”. Craig Federighi, vice-presidente de engenharia de software da Apple, fez várias demos da tecnologia, e um dos exemplos dados foi um link recebido por mensagem de texto; em vez de clicar no link, sair da aplicação de mensagens e ir para o site, poder-se-á usar o toque 3D para “espreitar” (“peek”). Esta foi a tecnologia mais elogiada pelos analistas. “O toque 3D é o “momento iPhone” para a indústria dos ecrãs táteis”, explica o analista Neil Shah, diretor da Counterpoint Research. Adiantou ainda que a consultora prevê que “um em cada cinco” smartphones terá algo semelhante no próximo ano.

Já Gabriel Coimbra, diretor da IDC Portugal, diz ao Dinheiro Vivo que nos novos iPhones não terão o mesmo sucesso que no ano passado. “Acreditamos que os lançamentos desta 4ª feira terão algum impacto nas vendas dos últimos dois meses, ou último mês do ano em Portugal, mas certamente o impacto será muito inferior ao lançamento das primeiras versões.”

Em relação às outras novidades do 6s e 6s Plus, as maiores foram ao nível das câmaras: a iSight (traseira) passa a ter 12 megapixels e a gravar vídeo de ultra-resolução 4K e a Facetime (frontal) ganha um flash para selfies e passa a 5 megapixels. Foi ainda apresentada a tecnologia “Live Photos”, que permite ver em movimento 1,5 segundos do momento em que a foto foi tirada. Não é vídeo, é uma espécie de GIF automático.

Em termos de hardware, os ecrãs têm o mesmo tamanho que o 6 e 6 Plus (4,7 e 5,5 polegadas) e vêm com processador A9 de 64-bit. A julgar pelo preço já disponível na loja Apple francesa, 739 euros é o que custará o 6s mais barato (16 gigas).

No que toca ao iPad, confirmou-se a versão Pro, com 12,9 polegadas. O mais invulgar, no entanto, são os acessórios: a caneta Apple Pencil, para desenhar, e uma capa-teclado semelhante aos Surface da Microsoft. Chegam às lojas em novembro, ainda sem preços para a Europa. O objetivo é apelar aos consumidores profissionais, embora esta seja uma estratégia de que Steve Jobs não gostaria se estivesse vivo – o co-fundador da Apple sempre gozou com as canetas para smartphones.

A outra estrela do dia foi a Apple TV, que veio acompanhada de um comando com apenas seis botões, uma zona tátil e integração com o assistente digital por voz Siri. Esta nova versão vem com sistema operativo próprio, tvOS, e integra a App Store e Apple Music. Além de aplicações como a loja de moda Gilt e os serviços Netflix ou Hulu, o grande foco está nos jogos: a Apple TV pretende ser um centro de entretenimento na sala. Não substitui consolas, mas dá um passo nessa direção. Chega no final de outubro, também sem preço para a Europa. Nos EUA, custará 149 dólares.

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