Novo Banco. “De um lado uma boa marca com contas más, do outro, boas contas com marca que é uma incógnita”

Sede do Novo Banco, antigo BES. Foto: D.R.
Sede do Novo Banco, antigo BES. Foto: D.R.

"De um lado fica uma boa marca com contas más. Do outro, boas contas com uma marca que é uma incógnita."

A opinão é de Pedro Albuquerque, da Albuquerque Designers, sobre o Novo Banco, entidade que vau agregar os bons ativos do BES. Neste último ficam os ativos tóxicos.

Leia mais aqui: Operação relâmpago: BES desaparece e nasce Novo Banco

Para o especialista em marcas, o BES enquanto marca era um “bom ativo do banco” que mantinha, apesar da crise, uma ligação de confiança das pessoas com o banco. “Penso que o banco consegueria dar a volta com uma boa gestão”, não sendo necessário sacrificar a marca neste processo, argumenta Pedro Albuquerque.

Leia também aqui a análise de Pedro Celeste, consultor da PC&A, sobre o Novo Banco

Com o Novo Banco procurou-se retirar os ativos tóxicos, limpar as contas. Mas “do lado da consolidação das marcas, as pessoas não encaixam com esta velocidade os volte-faces”, diz. “O banco vive do dinheiro das pessoas. Por mais que se queira limpar as contas, isso cria instabilidade. A não ser que isto seja apenas um esboço de um processo de branding”, diz.

“A marca – e é isso que por vezes não se percebe – não está nos bancos, não é sua propriedade. Está na cabeça das pessoas, na percepção que lhes fica do banco”, diz.

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