Novos iPhones estão nas lojas e já os testámos

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Pouco antes das oito da manhã em Los Angeles, apenas uma mão cheia de clientes aguardava a abertura da loja Apple no complexo comercial The Grove.

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Havia grades para organizar a fila e tendas para proteger do sol abrasador, mas não foi necessário: o lançamento dos novos iPhone 6s e 6s Plus foi muito mais tranquilo que o esperado. Vários funcionários da loja davam as boas-vindas aos clientes e tinham até uma banca com comida da parte de fora da loja. Às oito em ponto, hora especial de abertura, era possível entrar e ter atendimento imediato de um funcionário. Foi o que fizemos.

Nick, que normalmente está no bar técnico Genius, explicou-nos as vantagens dos novos iPhones: o processador com 2 gigas de RAM significa um salto tremendo de performance, o toque 3D muda a forma como se interage com os conteúdos e as duas câmaras recebem melhorias significativas de qualidade. Experimentámos um 6s dourado e um 6s Plus rosa e a verdade é que o toque 3D faz mesmo diferença. Depois de algumas tentativas para perceber qual a pressão necessária, tudo começa a parecer-se mais com a forma como usamos um computador com rato, podendo usar um “botão esquerdo” para desenrolar o menu de opções ou apenas “espreitar” do que se trata a foto ou link. Quando mais aplicações suportarem a novidade, diz Nick, mais se sentirá a diferença.

As mudanças da câmara notam-se logo. As imagens são mais límpidas e nítidas, é possível fazer zoom em vídeos quando estes estão a correr e as “fotos vivas” são um toque genial, que cruza a beleza de uma foto (still) com a captura de um momento único – não parece um vídeo, parece um GIF em alta definição. O vídeo é 4K, mas esta qualidade provavelmente só importa a quem tenha já um televisor 4K em casa – no ecrã do iPhone não é o mais relevante.

Saltitar entre aplicações é instantâneo, mas os telefones estavam todos ligados à rede WiFi super rápida da loja, pelo que a rede móvel utilizada poderá ter influência.

Nick, que apesar de ser empregado da Apple não tem desconto, reservou o seu iPhone 6s com antecedência e vai comprá-lo através do novo programa de “upgrades” da Apple – em que o consumidor paga 40 dólares por mês e no próximo lançamento recebe o novo modelo. No total, cada novo iPhone fica por 480 dólares (excluindo IVA, que na Califórnia é de 9%). É um desconto significativo em relação ao preço total desbloqueado e garante à Apple uma fidelização sem precedentes. Estes modelos são desbloqueados e já vêm com a garantia Apple Care. Não se sabe se o programa será alargado a todos os países onde há subsidiárias Apple (Portugal não tem uma).

Apesar da pouca afluência nas lojas em Los Angeles, onde não há grande tradição de filas, noutras cidades dos Estados Unidos as coisas foram melhores. Em Nova Iorque, na loja emblemática da 5ª Avenida, largas centenas de pessoas esperaram pela abertura e a primeira a comprar foi Justina Siciunaite. Em Londres, mais de 400 pessoas fizeram fila à porta da loja em Regent Street; houve multidões também no Canadá e na China. Mas os tempos em que era preciso acampar à porta das lojas durante dois ou três dias acabaram. Em parte porque agora a Apple incentiva muito mais as pré-reservas, em parte porque deixou de ser difícil pôr as mãos num iPhone novo em folha – os lançamentos são feitos em larga escala, em vários pontos do mundo, estão disponíveis em centenas de operadoras e facilmente se compram online.

Os números de vendas do primeiro fim de semana deverão ser anunciados na segunda-feira. Na semana passada, a Apple indicou que as pré-reservas estavam quase a ultrapassar o marco de 10 milhões atingido em 2014 com o iPhone 6.

Ainda não foi anunciada a próxima data de lançamento em mais territórios, mas rumores apontam para que seja já a 2 de outubro.

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