O super evento da Apple: iPhone 6S, iPad Pro e Apple TV com esteróides

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Há uma razão forte para esperar que o último grande evento da Apple este ano, marcado para quarta-feira, traga mais que dois novos iPhones: é que o local escolhido, Bill Graham Civic Auditorium, senta sete mil pessoas.

É um aumento muito considerável em relação ao auditório do ano passado, Flint Center, que recebe até 2300 pessoas. E o Yerba Buena Center for the Arts, de onde saiu o Apple Watch em Abril, apenas 700.

Tanto espaço causou um corrupio de rumores. É certo que os dois novos iPhones, 6S e 6S Plus, não terão novidades muito excitantes – de dois em dois anos sabemos que a Apple faz apenas um refrescamento, com melhorias ao nível do processador, iOS e câmara. Os dois novos modelos virão com processador A9, câmara frontal de 5 megapixeis e traseira de 12 MP, vídeo 4K (seguindo as pisadas da Samsung) e “Force Touch“, uma tecnologia introduzida no mais recente MacBook Pro e no Apple Watch que distingue os níveis de pressão do ecrã. Não deverá haver muito mais, pelo que este evento com milhares na audiência terá novidades noutras áreas, nomeadamente no iPad e na Apple TV.

Há mais de um ano que se fala de um iPad Pro, ou Super iPad, direcionado às empresas e com um ecrã de 12,9 polegadas (o iPad tradicional tem 9,7). As vendas de tablets, iPad incluído, caem há vários trimestres por dois motivos: um é a popularidade dos smartphones com ecrãs de grandes dimensões, que diminuem a necessidade de um tablet, e a outra é o sucesso dos ultra-portáteis e híbridos, que não seguem a tendência de queda do mercado global de computadores. Se a Apple lançar um iPad com as dimensões de um MacBook Pro, mas por um preço mais baixo, poderá criar uma oferta apelativa; outros rumores é que o novo tablet virá acompanhado de uma caneta Bluetooth, o que seria inédito na marca, e terá NFC (tecnologia sem fios que pode ser usada para pagamentos móveis). Fala-se ainda de um iPad mini 4, enquanto o iPad Air 3 ficará para 2016.

Apple lança iPad Air 2 e iPad mini 3

O que se prevê para a Apple TV é menos excitante que o esperado anteriormente. Várias notícias no último ano deram conta de projetos da empresa para lançar o seu próprio serviço de televisão: ou ao estilo Netflix, em “streaming” de séries e filmes, ou com pacotes de canais escolhidos pelo utilizador e com preço baixo (na ordem dos 35-40 euros). Mas a realidade deverá ser menos interessante. Espera-se agora que a nova versão da Apple TV (a primeira em três anos) tenha o assistente por voz Siri e uma versão própria do iOS 9; os videojogos, segundo o New York Times deste fim de semana, poderão ser a atração principal – será que a Apple quer desafiar as consolas? A má notícia é que o preço pode saltar dos 79 euros que custa agora para algo como 150 a 200 euros.

No que toca a software, o próximo sistema para Mac El Capitan e o novo iOS 9 deverão ser apresentados em detalhe, tal como se esperam novidades sobre o Apple Music. O período de utilização gratuita do serviço concorrente do Spotify chega ao fim a 30 de setembro, e a Apple quererá converter os utilizadores em assinantes pagos. A não esquecer também o trocadilho do convite enviado à imprensa, que diz: “Hey Siri, dá-nos uma pista!”. Talvez haja mais inteligência artificial a caminho.

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