Omdesign: “É das pequenas ideias que podem surgir as grandes peças”

Foto: D.R.
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"Receber um red dot na vertente Comunicação é um grande motivo de orgulho e satisfação, mas que implica mais responsabilidade", diz Diogo Gama Rocha, diretor-geral da Omdesign.

Além do “reconhecimento pelo trabalho que fazemos é a confirmação de que o rumo traçado é o certo”, reforça o diretor-geral da agência, destacando o facto de ser uma conquista feita entre 7.500 trabalhos inscritos, de cerca de 50 países.

O “Óscar do design” foi atribuído ao cooler do Tawny 10 anos Quinta de Ervamoira, da Casa Ramos Pinto. Diogo Gama Rocha destaca a embalagem inovadora que alia o design a dois clusters nacionais importante: o vinho do Porto e a cortiça. Trata-se de um material 100% eco-friendly, que confere ao packaging um carácter multifuncional.

O reconhecimento pelo trabalho que fazemos é a confirmação de que o rumo traçado é o certo

O invólucro de cortiça, realizado em duas partes, não só protege a garrafa como é um isolante térmico, servindo ainda para outras funções como  por exemplo de “suporte de canetas ou arrumação de pequenos objetos, ou mesmo como vaso”, descreve o responsável da Omdesign.

Este foi um trabalho que resultou, como tantos outros, de simples ideias. “É das pequenas ideias que podem surgir as grandes peças”, defende Diogo Gama Rocha, referindo ser este o ADN da agência de Leça da Palmeira, que já leva 17 anos de atividade, 12 colaboradores e 26 distinções internacionais e nacionais, na área do design e criatividade.

Entre estas distinções, destaque também para a conquista recente nos EUA de vários prémios na 45.ª edição do concurso Creativity International Graphic Design Awards – Print & Packaging” nas categorias Packaging, Print, Green/Sustainable Design e Publications, com os projetos “Decanter Porto Ferreira 1815”, “Exposição 125 Anos Unicer”, packaging “RP10” (Ramos Pinto) e livro “Unicer, uma longa história”. Esta é também a prova de que o design que se faz em Portugal é bom e aconselha-se.

Qual a explicação, então, para empresas e marcas importantes no país continuarem a procurar serviços de design fora? “Há uns anos para se fazer um bom trabalho ia-se a Inglaterra, mas essa ideia está a mudar. Em Portugal já se faz tão bom design como lá fora”, afirma Diogo Gama Rocha, que vê no reconhecimento internacional uma das principais razões.

A ponto da marca Portugal poder ser trabalhada melhor do que nunca. “Se conseguirmos trabalhar a marca Portugal ao nível do vinho, por exemplo, todas as outras ganham com isso”, reforça o diretor-geral da Omdesign.

E o segredo para a Omdesign continuar a ganhar prémios está na “diversidade de serviços que presta e a 360 graus. Para Diogo gama Rocha não há limites para se conseguir um bom trabalho. “É preferível não fazer, em vez de fazer algo mais ou menos”, defende o mesmo responsável, revelando-se otimista quanto ao futuro da agência.

Se conseguirmos trabalhar a marca Portugal ao nível do vinho, por exemplo, todas as outras ganham com isso

É certo que durante a crise que assolou Portugal, “nem sempre foi fácil tomar decisões”, mas a fidelidade de muitos clientes foi o que mais importou. “Temos clientes que nos acompanham há 17 anos, pelo que não podemos entrar em loucuras que ponham isso em causa”, diz Diogo Gama Rocha.

Há uns anos para se fazer um bom trabalho ia-se a Inglaterra, mas essa ideia está a mudar. Em Portugal já se faz tão bom design como lá fora

A trabalhar marcas nas áreas das bebidas, vinhos, alimentar, grande consumo, turismo, entre outros, a Omdesign tem entre os seus clientes a Unicer, Sogrape Vinhos, Imperial, Aveleda, Symington, Grupo Blandy, Amorim, Porto Cruz, Vieira de Castro, Ramos Pinto, Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, Sogevinus, entre outros.

Assim, com os pés bem assentes na terra, a Omdesign cresceu 30% no ano passado. E para continuar neste ritmo e continuar a ganhar distinções é preciso continuar a trabalhar, muito.

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