Jerónimo Martins

Perfil: O segundo homem mais rico de Portugal

Amorim já não é o mais rico
Amorim já não é o mais rico

O presidente do Conselho de Administração da Jerónimo Martins é
o segundo homem mais rico de Portugal, segundo as listas de
milionários das revistas Forbes e Exame em 2011. Conhecido pelo
rigor e pela obsessão com a pontualidade, Alexandre Soares dos
Santos foi o responsável pela transformação da empresa no segundo
maior grupo de distribuição alimentar.

Em 2006, a consultora Deloitte atribui-lhe o prémio Lifetime
Achievement em Mercados Financeiros, nos Investor Relations Awards.

Quando era jovem, o presidente do Grupo Jerónimo Martins seguiu
para a Faculdade de Direito em Lisboa mas largou os estudos para ir
trabalhar na multinacional Unilever – experiência que lhe permitiu
viajar pelo mundo. Estava no Brasil em 1969 quando o pai, presidente
da Jerónimo Martins, morreu em Portugal. Regressou para apostar na
expansão da empresa e conseguiu um crescimento extraordinário,
superando com distinção a turbulência do 25 de Abril.

Foi no final dos anos oitenta que Alexandre Soares dos Santos pôs
a empresa em Bolsa, comprou várias marcas conhecidas – como a Feira
Nova e a Iglo -, entrou na Polónia e fez parcerias em Inglaterra e
na Holanda. Em 2009, criou a Fundação Francisco Manuel dos Santos,
com a missão de “estudar, divulgar e debater a realidade
portuguesa”.

A Pordata – Base de Dados Portugal Contemporâneo é uma das
iniciativas mais mediáticas da fundação (ver caixa). Mas nos
últimos anos foi a exposição pública da sua opinião que chamou a
atenção para o presidente do conselho de administração da
empresa: Alexandre Soares dos Santos é conhecido por dizer o que
pensa, quando pensa. Em fevereiro de 2011, na apresentação de
resultados do grupo, criticou duramente o anterior Governo e disse
que não valia a pena “continuar a mentir” porque o País
já estava em recessão. “Truques é com Sócrates”, disse,
numa das muitas intervenções sobre a situação do País.

Em abril, foi claro, numa entrevista à RTP: “Portugal
precisa de dar corda aos sapatos.” E em novembro defendeu que
“as elites têm uma responsabilidade acrescida” na situação
“terrivelmente dolorosa” que o País atravessa.

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